quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nova chance para louvarmos!

Daqui a seis Domingos estaremos novamente comemorando o Natal. Como o tempo passa rápido! Imaginem só, parece que ontem começamos o ano e na verdade já iniciamos os ensaios para as programações natalinas.

Lembrei-me desta proximidade com o Natal ao ler o relato bíblico de Ex 3.1-15, pois o Natal é o cumprimento da promessa de Deus em salvar o mundo do pecado. E foi isso que aconteceu quando á Deus chamou Moisés para  libertar o Povo da Escravidão do Egito. O povo sofria e o Senhor o libertou.

"Tenho ouvido o seu pedido de socorro por causa dos seus feitores. Sei o que estão sofrendo. Por isso desci para libertá-los..."(Ex 3.7,8). O Senhor desceu para levar o seu povo a uma terra grande, boa, rica, etc..."

De igual forma Deus agiu em noso favor. Por causa da escravidão do pecado ele enviou seu filho amado para descer aqui no mundo nos salvar. Aliás, esse relacionamento entre Deus e suas criaturas (nós) tem sido assim desde a queda em pecado. Ficamos escravos de nossas próprias transgressoes e o Senhor sempre surpreende com seu amor, brindando-nos o perdão e salvação.

Não dá nem para entender o tamanho deste amor que sempre perdoa, sempre ajuda, nunca se nega a estender a mão, mesmo quando o pecado está tomando conta.
Vejam:
Adão e Eva pecaram - Deus prometeu o salvador
Davi Pecou - Foi perdoado
Saulo era perseguidor - Teve a vida transformada
Pedro negou - Jesus o amou
etc... isso sem contar as muitas vezes que o Povo de Israel se manteve rebelde e Deus sempre dava uma nova chance.

Uma nova chance! É o que Deus também nos oferece hoje. Chance oferecida desde o nosso nascimento. Sabemos pela Palavra de Deus que desde a queda de Adão todos nascemos pecadores, por isso condenados eternamente se Cristo não nos tivesse livrado. Ou seja, mesmo estando debaixo da ira de Deus, o Pai de toda graça e misericórdia enviou seu filho amado Jesus Cristo e nos resgatou da morte e condenação. Foi no batismo que recebemos essa nova chance.

Chance que muitas vezes é desperdiçada pelos pais quando não dão importância a educação crista de seus filhos. Chance que é desperdiçada quando não damos valor aos meios que Deus proporciona para nos mantermos nessa fé salvadora. O deixar essa chance de lado resulta em uma vida fria, sem sentido e fadada a realmente terminar com a morte e morte eterna.

Mas "Deus é um Deus de vivos e não de mortos", foi o que Jesus disse no Evangelho de Lucas 20.27-40. Ele quer que suas criaturas (nós) se tornem e continuem vivos hoje e na eternidade. Por isso que o Senhor não se cansa de nos dar essa nova chance. E segue dando...

*A igreja com as portas abertas para nos oferecer Palavra e Sacramento para nosso fortalecimento.
*Sua Própria Palavra, a Bíblia, para ser lida e ouvida, disponível ao alcance de nossas mãos e ouvidos. Que opera a fé em Cristo Jesus.
*Santa Ceia, que fortalece e preserva na fé verdadeira.
*Um pastor, cura d`almas, para conduzir o povo no caminho de Jesus.
*Devocionários (Castelos forte, 5mcj, etc...) para termos explicações e conforto diárias em nossas vidas.
E assim por diante Deus vai se aproximando de nós, estendendo suas mãos, sua nova chance, sua nova vida! Vida Eterna!

Essa garantia da vida eterna muda muita coisa em nossa vida diária e nota-se claramente a pessoa que sabe que tem o céu garantido. Como sabemos disso? Oração e Louvor! Sintomas do cristão.

Leia o Salmo 148, especialmente os versículos 11 a 14.

Nós somos o povo a quem o Senhor dá uma nova chance de vida eterna por causa do seu amor!
Reflitamos esse amor com nossa vida e louvor. Amém.

Igor Marcelo Schreiber
07.11.13


O fantástico da Santa Ceia

O "Baú do baú do Fantástico", exibido no último 27 de outubro, fez uma paródia da Santa Ceia que desagradou muita gente. O filho do Chico Anísio entra no cenário daquela quinta-feira anterior à morte de Jesus, e até faz uma "entrevista" com um Jesus com aparência de estar chapado. O humorista Bruno Mazzeo, no entanto, comete um equívoco neste "baú" ao colocar o evangelista Marcos entre os "convidados" da Santa Ceia - ele não pertence aos doze discípulos. Em todo o caso, esta é a função da paródia, imitar de maneira irônica e debochada obras literárias, filmes, músicas, e até histórias, como neste caso, a última Páscoa de Jesus com os discípulos quando o Senhor instituiu a Santa Ceia. Mas o problema da paródia é quando a brincadeira vira coisa séria, como acontece no bullying.
Quanto ao uso do nome de Deus, o próprio Criador ordena num dos Dez Mandamentos: "Não use o meu nome sem o respeito que ele merece; pois eu sou o SENHOR, o Deus de vocês" (Êxodo 20.7).  
Porque será que Deus tanto se importa com o nome dele? Na verdade, não é com o nome dele, mas com o nosso nome, com a nossa felicidade. Por exemplo, um jovem que não respeita o seu pai, ele terá dificuldades para confiar nele, receber dele a educação e tudo aquilo que um pai deseja oferecer ao seu filho. Naquela noite memorável Jesus pegou o cálice de vinho e disse: "Bebam todos vocês porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados" (Mateus 26.28).  Não existe algo mais fantástico neste mundo do que o perdão dos pecados. Por isto, a Santa Ceia é coisa séria. A Bíblia enfatiza isto: "Aquele que comer do pão do Senhor ou beber do seu cálice de modo que ofenda a honra do Senhor, está pecando contra o corpo e o sangue do Senhor" (1 Coríntios 11.27). 
Está comprovado que o humor ajuda a vencer os problemas e traz longevidade, mas tem coisas que precisam de seriedade e reverência, começando com a Palavra de Deus. 
Marcos Schmidt

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

15º Domingo após Pentecostes

Tema: O que agrada ao Senhor.
Lucas 14.1-14; Hb 13.1-17
Amados irmãos e irmãs, peço que prestem atenção na oração que farei agora,busquem notar alguma coisa de diferente: 

"Meu Pai que está no céu; santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O meu pão de cada dia me dá hoje. Perdoa as minhas dívidas como eu tenho perdoado aos meus devedores. Não me deixe cair em tentação, mas livra-me do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém."

Notaram alguma diferença da oração original ensinada por Jesus? Procurei, nesta adaptação do "Pai Nosso" traduzir o sentimento individualista que vem tomando conta, cada vez mais, da vida do ser humano.  Já perceberam como hoje em dia o "nós" vem sendo trocado pelo "eu"? 

Tentando identificar a causa desse fenômeno encontramos inúmeras explicaçoes:
 - Tecnologia - O que antes se fazia com visitas, conversas, reunioes, hoje se troca por um telefonema ou uma tela de computador.
- Crise Econômica - Com intuito de economizar, menos visitas são feitas, menos convites se fazem e recebem. Almoços, reuniões, viajens a familiares e outras coisas tem sido extirpadas de nossa rotina por causa dos gastos.
- Segurança - Todos se fecham em suas casas ou apartamentos, muros cada vez mais altos. O mínimo de contato possível com vizinhos, afinal de contas não dá para confiar em ninguém.
- Falta de tempo; Depreçao; etc...

Essas e outras muitas circunstâncias  tem feito com que nós, diariamente, nos tornemos fechados em nossa individualidade, onde, por vezes, até mesmo dentro da família é "cada um por si e Deus por todos". Então nos identificamos muito como leões solitários em busca de um território a dominar, passamos a não se importar com os outros e pensamos somente em "nós mesmos". E o mundo onde vivemos torna-se um mundo a se conquistar, onde impera a competitividade, onde todos busca ser o primeiro, o melhor, o destaque.

Entramos então no campo do pecado, pois o orgulho e a arrogância passam a fazer parte do ser individual em busca do êxito pessoal. Agora o que importa é o "eu" e nao o "nós".

Como nos identificamos com tudo isso que foi dito acima!

Certa vez Jesus foi convidado para uma festa, onde começou a observar como as pessoas escolhiam os melhores lugares à mesa. então aproveitando esse exemplo começou a ensinar. Ensinamento também para nossos dias atuais. Basicamente resumo seu ensino nas palavras: 

"Os humildes serão exaltados e os orgulhosos serão humilhados. Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros."

Parece que esse ensinamento tenha sido para a época de Jesus, porque hoje, até nas igrejas, os primeiros tem sido os primeiros e os exaltados quase nunca são os humildes. Amados irmãos, se hoje o mundo/igreja não se comporta com humildade e dedicação com o próximo. Cabe a nós, JUNTOS,  como família de Deus, mudarmos o rumo dessa correnteza que arrasta cada vez mais pessoas para longe do amor a Deus e ao próximo. Precisamos mostrar ao mundo que o "eu" tem que ser deixado de lado quando vemos o grande amor de Deus por nós, então passamos a Amar a Deus acima de todas as coisas e, consequentemente, o próximo como a nós mesmos.

Para isso, torna-se de vital importância buscarmos o fortalecimento e orientação de Deus em sua Palavra. Em sua Palavra Deus ensina o que lhe agrada. Seu ensinamento está bem longe do ser engrandecido, orgulhoso, individualista.

Em Mateus 5.3 Jesus diz: "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino de Deus."

No texto de Hebreus 13.1-17 há também indicações sobre como agradar a Deus: Amar aos outros como irmaos (1); Ser hospitaleiro (2); sofrer com os que sofrem (3); Respeitar o casamento (4); Nao amar o dinheiro -  O Senhor é quem me ajuda (5,6); Imitar a fé daqueles que nos ensinaram Cristo (7); Ser espiritualmente fortes, pela graça e nao por costumes (9); Louvar com lábios que confessam a fé em Deus (15) Fazer o bem e ajudar aos outros (16)...

Amados em Cristo, peço que vocês escutem esses ensinamentos e pratiquem. Me deixarão muito contente (Hb 13.17). Mais contente ainda estará Deus, pois estarão, movidos pela fé, fazendo o que lhe agrada. Amando Ele acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Amém

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pais que crêem são filhos de Deus.



12º Domingo após Pentecostes 
Leituras: Hb 11.1-16; Lucas 12.22-40

Muitos são os tipos dos pais. O meu pai é diferente do seu, o seu pai é diferente do seu sogro. Seu avô foi um pai diferente, com certeza você será outro tipo de pai. Existem pais mais modernos, outros nem tanto. Aquele pai mais rígido e também aquele que é mais maleável. Alguns conversam bastante, outros são mais caladões. Há aquele que é meio rabugento e outro que é um paizão! Qual o perfil do seu pai? 

Levando em consideração as muitas diferenças existentes nas pessoas e, consequentemente, nos muitos tipos de pai. Vamos meditar no tema: Pais que crêem são filhos de Deus. 

Na Bíblia também encontramos vários exemplos de pais: Adão, o pai que viu o resultado do seu pecado diretamente em seu Filho, que matou o irmão; Isaque, pai de gêmeos; Labão, o pai que, para despachar a filha encalhada, enganou seu genro Jacó. Hoje lembramos nas Leituras bíblicas também de Abraão, Pai em avançada idade, mas especialmente reconhecido por sua tamanha fé, que fez Deus o constituir  como Pai de muitas nações. 

Vejamos como foi à vida deste pai.                             
Abraão era homem muito rico em gado, prata e ouro. Mas vivia em barracas. Porque não usou estes bens para satisfazer seus desejos pessoais em sua vida? Poderia ele ter pensado em comprar uma terra, levantar ai sua residência. Montar uma fazenda com seus muitos animais. Mas não, não era esse terreno que lhe interessava. 

Morreu na fé, confessando que era estrangeiro e peregrino neste mundo. Porque, pela fé, ele esperava a cidade de Deus, terra prometida. Anelava pátria melhor. Por isso Deus não se envergonhava de ser chamado Deus dele, conforme dito no livro de Hebreus. Não que suas posses terrenas não servissem de nada, claro que sim. O que fazia Abraão com seus bens? Em Gn 14.13-16 nos é dito qu Abraão usou seus bens para salvar Ló, seu sobrinho. Em Gn 14.20 também está escrito que usou seus bens para agradecer a Deus ofertando. Ou seja, Abraão usava aquilo que o Senhor havia lhe dado em amor a Deus e ao próximo. Seu coração estava com Deus e a favor do Próximo. Lembramos como ele não hesitou nem mesmo em dar seu próprio Filho de volta a Deus, quando pedido. 

Esse é um Pai que crê! Essa fé o torna Filho de Deus. 

A nós pais, seja como formos, podemos também ser "Pais Filhos" de Deus pela fé", quando sabemos que o mais importante é buscar em primeiro lugar a Deus e sua Justiça (Mt 6.33). É essa herança que temos deixado a nossos filhos?  

Muitas vezes temos nos dedicado tanto as coisas terrenas (trabalho, dinheiro, status, etc...) e não damos duro para encher nossa casa com fé! Desdenhamos até. Esquecendo do que lemos semana passada em Ec 2: "Tudo é Ilusão". E aí? Na hora da morte, do que valerá ter enchido nossos bolsos e corações com tudo isso que é material? 

No Evangelho de hoje, Jesus vê os discípulos preocupados com a vida terrena. O que comer, o que vestir. Então lhes ensina como o Senhor cuida, dando exemplos claros e simples, que qualquer um entende: Flores e pássaros. Diz para os discípulos buscarem em primeiro lugar a Deus, pois onde está o seu tesouro estará o seu coração. E que assim se preparem, pois não tardará em voltar para julgar os vivos e mortos. Felizes os que estiverem preparados.
  
Os bens materiais podem impedir a visão do tesouro celestial. Fazendo que não estejamos preparados para a vinda do senhor. Não coloquemos as coisas terrenas na frente de nossos olhos e nos olhos de nossos filhos. Dediquemo-nos aos nossos filhos com a nossa fé. Mostrando que além de Pais, somos Filhos de Deus. E Assim, caminharemos, pais de todos os tipos, filhos de todas espécies, juntos para o Pai Celeste. Amém. 
Rev. Igor Marcelo Schreiber 
Uruguaiana, 09.08.2013 

sábado, 3 de agosto de 2013

Mensagem - Porque buscamos ao Senhor no Culto?

Textos: Salmo 100; Ec 1.2,12-14;2.18-26; Cl 3.1-11; Lc 12.13-21 
Tema: Porque buscamos ao Senhor no Culto? 
Que a graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo estejam conosco. Amém. 
Queridos irmãos e Irmãs. No mês que passou participei de dois cultos de leitura, notei, até mesmo escrevi em nosso informativo, sobre a baixa frequência nesses cultos. Fui levado a uma reflexão profunda sobre: Porque buscamos ao Senhor na Igreja? 
Porque você busca a Deus no Culto? 
Há muitas respostas a esta pergunta. Se fizermos uma pesquisa em nossa cidade, com toda certeza encontraríamos respostas das mais variadas. prosperidade, curas, meditação, etc... Certa vez alguém me disse que a igreja precisa fazer todo esse circo (liturgia, sermão, batismo, etc...) para chamar as pessoas a fé. Que absurdo! Mas penso, quando esse "circo" não tem o pastor aqui na frente fica sem graça!  
Há falta de conhecimento do que é e para que serve o culto! Não podemos negar. 
Porque você busca a Deus no Culto? 
Em Colossenses 3.1-11 o apóstolo Paulo fala sobre a vida de quem ressuscitou com Cristo (1), daqueles que tem a vida escondida em Cristo (3). Para esses, Cristo é a verdadeira vida! Por isso colocam seus interesses nas coisas que são do céu, onde Cristo está a direita do Pai (1). Isso não é depreciar as coisas aqui na terra, mas sim dar valor ao que realmente tem valor para o crente. Nossa luta continua sendo aqui na terra, mas sem perder a perspectiva do alto. O "estamos no mundo, mas dele não somos" do Hino explica muito bem isso. 
O povo de Israel lia o livro de Eclesiastes no tabernáculo durante a festa da colheita. Nesta ocasião o israelita alegrava-se com canções e danças pelos frutos de seu trabalho e agradecia a Deus os dons recebidos (p383 A mesa da Palavra, ano C). O interessante é que a porção bíblica de Eclesiastes destinada para hoje nos fala que todo esse fruto decorrente do esforço terreno é Ilusão!  
LER: Ec 2.21-23 
É tudo ilusão! Porque então buscamos ao Senhor no culto? 
Se tudo é ilusão, buscamos ao Senhor por causa daquilo que não é Ilusão! Jesus, no Evangelho de hoje, critica o esforço de buscarmos contentamento nas coisas terrenas. E nos insta a armazenar riquezas diante de Deus, para a vida Eterna. 
A verdadeira vida, aquela que não é ilusão, está no relacionamento com Deus. As demais coisas terrenas procedem dele. Agradecer alegremente ao Senhor no culto, deve ser uma resposta automática daquele que ressuscitou com Cristo. Devemos sempre estar preocupados em amar a Deus acima de todas as coisas, dedicando tudo que somos e temos para ele e sua obra. 
Porque então buscamos ao Senhor no culto? Porque o culto é o momento de nós louvarmos ao Deus que tudo nos dá. Agradecer aquilo que recebemos sem mesmo merecermos. Agradecer a Deus por tudo de bom, materialmente e espiritualmente, que recebemos. 
Isso é procurar as coisas do Alto. Não quer dizer que vamos sair do mundo, mas pensando, amando, querendo, procurando o que é do alto que seremos modelados a uma vida segundo o que agrada ao Senhor. Estaremos enchendo celeiros no céu. 
Tendo consciência disso, mudamos nossa maneira de pensar a respeito do culto e minha frequência. Não participo no culto por questões de saúde, de trabalho, de prosperidade, o qualquer benefício pessoal que posso receber, Tudo isso é Ilusão!. Não participo no culto porque gosto daquele ou daquela pessoa, do pastor ou do líder que conduz a atividade, é Ilusão também. Participo sim, em agradecimento a Deus por aquilo que ele fez sem eu merecer. Principalmente porque ele me salvou com o sangue de seu próprio filho Jesus. 
Claro que recebo muitas outras bênçãos na participação nos cultos. Perdão de pecados, fortalecimento de fé, comunhão, etc... mas o que me motiva a vir ao culto é o amor de Deus revelado em Cristo. 
Grande motivo para nós, conforme o Salmo 100, "cantar hinos a Deus, o Senhor, todos os moradores da terra! Adorar ao Senhor com Alegria e vir cantando até sua presença. Lembrar que o Senhor é Deus, Ele nos fez, e nós somos dele; somos o seu povo, o seu rebanho. Entrar pelos portões do templo com ações de graças, entrar nos seus pátios com louvor. Louvar a Deus  e ser agradecidos a ele. Pois o Senhor é bom; o seu amor dura para sempre, e a sua fidelidade não tem fim." Amém. 
Rev. Igor Marcelo Schreiber 
Uruguaiana, 03.08.13

sábado, 29 de junho de 2013

Lugar para Jesus!

Em conversa com um amigo, durante o preparo de uma atividade na igreja, refletimos sobre como poucas pessoas se envolvem no trabalho com Jesus. Também pensei muito sobre esse assunto quando vi, durante um culto que antecedeu uma assembleia ordinária da Comunidade, apenas 16 pessoas diante de mim. Ainda não pude deixar de pensar a respeito deste tema quando pedi que confirmassem a presença para uma atividade dsitrital.

Em nossa vida de membro ativo na igreja, de pastor, por vezes nos vemos desmotivados diante desta realidade de pouco envolvimento com as coisas de Deus da grande maioria. Sinceramente, em várias ocasiões somos tentados a pedir a Deus como pediram Tiago e João no evangelho de Lc 9.51-62 ao não serem recebidos em um povoado na região de Samaria: "O Senhor quer que a gente mande descer fogo do céu para acabar com estas pessoas?" (Lc 9.54). Não é esse o desejo de Jesus, por isso que os discípulos foram repreendidos (Lc9.55).

Lembrando o ocorrido com Elias em 1Rs 19.9-21 começamos a compreender qual o desejo do Senhor. Neste texto Elias também se viu solitário e com vontade de desistir, mas o Senhor renovou as suas forças e ainda preservou àqueles que serviam ao Deus verdadeiro. Ungiu ainda Eliseu para ser o sucessor de Elias. Aquele que o sucederia como profeta que ensina a vontade de Deus.

Qual é a vontade de Deus?  Que o seu Evangelho chegue a todos! Que todos sejam ensinados a guardar tudo o que Jesus tem ordenado (Mt 28.19,20). Que o sirvamos com Alegria, Buscando, pois, em Primeiro Lugar o Reino de Deus e sua Justiça (Mt 6.33). Enfim, que vivamos para o Senhor.

O apóstolo Paulo escreveu em Gl 5.13-25 que Cristo nos libertou! E alerta para não voltarmos a ser escravos. Temos liberdade, mas que ela não se torne desculpa para permitir que a natureza humana nos domine. Isso muito tem acontecido, e muitos tem se perdido porque, em sua suposta liberdade, se afastam de um envolvimento verdadeiro com Jesus. É certo o que Jesus disse: "As raposas tem suas covas, os pássaros seus ninhos. Mas o Filho dohomem nao tem onde descansar" (Lc 9.58) Afinal, nossa liberdade tem fechado nosso coraçao a Cristo, tem nos feito optar pelas coisas do mundo em lugar de, prontamente, atender o "Venha comigo" (Lc 9.59) de Jesus.

Diante desta nossa realidade reavaliemos nossas prioridades! Vejamos "como são admiráveis as pessoas que se dedicam ao Senhor" (Sl 16.3). Então, "Estejamos certos de que o Senhor está sempre conosco, ele está ao nosso lado direito e nada poderá nos abalar (Sl 16.8) e cheios de sua presença, alegremente sigamos o caminho que Deus nos mostra para a felicidade Eterna (Sl 16.11). Amém.





sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mensagem - 4º Domingo aós Pentecostes (2013)

Tema: O pecado e suas consequências.

Textos: Salmo 32.1-7; 2 Samuel 11.26-12.14; Gálatas 2.15-21;3.10-14; Lucas 7.36-8.3.

Lembro de quando era criança. Na escola Dominical cantava-se um corinho assim: "Pecado, pecadinho, pecadão, isso não! (2x) Pecado, pecadinho, pecadinho, pecadão, isso não entra no meu coração." Continua a música...

Há algum tempo essa música deixou de ser cantada por causa de um erro teológico. Sabemos que pecado nao tem tamanho. Nao existe pecadinho e pecadao. Pecado é pecado. Mas as vezes não nos damos conta. tenho percebido que muitas vezes agimos como se "esse" ou "aquele" pecado não fosse tão ruim assim. vejam, por exemplo, até o Diabo hoje em dia não está sendo considerado tão ruim assim. A campanha da RBS que defende a Educação infantil pinta o diabo apenas como um monstrinho que não é tão mal assim, ele até estimula seu filho a estudar.

Os nosso inimigos maiores (diabo, mundo e carne) estão conseguindo, aos poucos, como foi no Éden, nos seduzir ao pensamento de que desobedecer a Deus, pecar, não é tão ruim assim. É, portanto, necessário que recorramos a Deus, em sua Palavra e roguemos ao Santo Espírito para abrir nossos corações e mentes a um bom entendimento sobre o pecado e suas consequências. Amém.

Na Palavra  encontramos inúmeras citações falando da realidade humana. Que não é nada animadora. Decaídos em pecados desde o ventre de nossa mãe (Sl 51.5) sem exceção, "Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus" (Rm 3.23). Somos trapos imundos (Is 64.6) e por isso merecedores do salário do pecado que é a morte (Rm 6.23). Nao conseguimos, por nós mesmos, ser santos como Deus exige (Lv 19.2).

Mesmo assim achamos, por vezes, que sim! Confiamos naquilo que achamos ser boa obra diante de Deus (Não fumo, não bebo, não jogo, oferto, vou ao culto, ajudo os outros...) enfim, não sou tão ruim assim! CLARO QUE SOU! SOU PECADOR! Nao é pelas obras que somos aceitos por Deus. Nenhuma obra pode pagar o preço do meu pecado. Pelo cumprimento da lei estou morto (Gl 2.19).

O Apóstolo Paulo disse aos cristãos de Galácia: "Ó Galatas sem juízo...(3.1) Como vocês podem ter tao pouco juízo? Vocês começaram a sua vida pelo poder do Espírito de Deus e agora querem ir até o fim pelas suas próprias forças?" (3.3) Antes disso ele já havia escrito: "Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois se é por meio da lei que as pessoas sao aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada." (Gl 2.22). É por graça, mediante a fé, que somos salvos, aceitos por Deus. O pecado que nos separa totalmente de Deus é lavado pelo sangue do cordeiro, nos deixando mais alvos que a neve (Is 1.18).

Claro que sempre teremos consequências decorrentes deste processo de sermos ou nao perdoados de nossos pecados.

OS PECADOS TRAZEM CONSEQUENCIAS:

Quando uma de nossas filhas faz algo de errado sofrem algum castigo. Depois das "desculpas", do perdão,  elas ainda escutam: "Está desculpado, mas hoje você nao vai mais ver televisão..."

Algo semelhante acontece na vida de todos nós. não existe tamanho de pecado, mas as consequências, sim, podem variar de tamanho. Na leitura do Antigo Testamento (2Sm 11.26-12.14) o Rei Davi foi perdoado, mas sofreu a consequência de seu pecado: ""Alguns de seus descendentes morrerão de morte violenta... (10); Uma pessoa de sua própria família causará a sua desgraça(11)"... o seu filho morrerá (14).

Assim acontece em nossa vida. Os pecados trazem consequencias. 
Exemplos: 
Adultério - separaçao, doenças, etc...
Furto - prisáo, etc..
Mentira - descrédito das pessoas, etc...

E outros mais...

E a pior consequencia de todas acontece quando eu nao me arrependo e confesso meu pecado: CONDENAÇAO! MORTE! INFERNO!

Queridos irmaos. Há outra consequência quando acontece o arrependimento e a confissão: SALVAÇÃO! PERDÃO! CÉU! VIDA ETERNA! Essas consequências do perdão logo são percebidas aqui na terra na vida diária dos perdoados!

Leiamos o Salmo 32.1-7 e vejamos o que o perdão causou na vida do Rei Davi: (LER)
LOUVOR! " Eu canto bem alto a tua salvação" (7).

O próprio Senhor Jesus falou  respeito da resposta automática que acontece na vida da pessoa perdoada. Em Lucas 7.36-8.3) está escrito o relato bíblico de uma mulher de má fama que, durante um jantar na casa de Simão, o fariseu,  com suas lágrimas lavava os pés de Jesus e os enxugava com seus cabelos.Beijava seus pés e derramava perfume em um vaso de Alabastro. Jesus, naquela noite, ensinou a Simão  que "o grande amor que ela (a mulher) demonstrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado,pouco amor é demonstrado."

Penso em nós hoje, com o pouco que temos mostrado de amor, louvor, oferta, gratidão, culto a Deus. Será que nos tem faltado perdão? Será que pouco temos tido de arrependimento e confissão para pouco sermos perdoados e consequentemente pouco respondermos ao perdão de Deus? Ou simplesmente não temos percebido o quanto somos perdoados?

Reflitamos, irmaos, no grande amor de Deus em Cristo, que nos oferece de graça o perdao, vida e salvaçao certa e abundante! Respondamos a este amor com toda nossa vida, louvor e serviço. amém.

Igor Marcelo Schreiber
Pastor em Uruguaiana
14.06.13

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sermao 3 domingo de Pácoa 2013

Sermao
3º Domingo de Páscoa
Tema: Venha comigo! (Jo 21.19)

Aconteceu que bem pouco tempo depois da ressurreiçao de Cristo, os seus seguidores eram duramente perseguidos. Saulo era um dos principais perseguidores, e nao satisfeito, Saulo desejava estender sua perseguiçao além da cidade. Pediu autorizaçao ao Sumo Sacerdote Caifás para buscar, prender e trazer a Jerusalém os seguidores de Cristo em Damasco (240km – cerca de uma semana de viajem).
Na viajem Paulo foi subtamente cercado por uma forte luz. Já no chao, escuta a voz de Jesus que diz: “Saulo, Saulo, porque me persegue? (At 9.4) E Jesus lhe dá ordens do que teria que fazer.
A glória de Deus cegou o pecador Paulo, e nao tinha outra coisa a fazer, senao ouvir as orientaçoes do Senhor, fazer o que o Senhor tinha mandado.
Contriçao? Aarrependimento? Seria por isso que Paulo permaneceu três dias em jejum? (At 9.9) O fato é que aquele encontro com Jesus havia mudado muita coisa na vida de Paulo, que depois de escutar novamente a Palavra de Deus, desta vez d aboca de um seguidor (Ananias) que disse: LER At 9.17, ele voltou a ver, foi batizado e tornou-se o grande missionário, o Apóstolo Paulo.
Em Jo 21.1-19, um pouco antes deste episódio, quando Jesus ainda estava na terra, aconteceu também outro encontro marcante. Foi com alguém que estava longe de ser um perseguidor, era um discípulo do Senhor, Pedro.
Depois de uma noite cansativa e sem resultados numa pescaria, os três discípulos que pescavam viram algo maravilhoso acontecer. Simplesmene por darem ouvidos a voz de jesus encheram suas redes de peixes. Mas hoje nao queremos nos ater a esta pescaria, somente a voz de Jeus.
Depois de comerem, Jesus perguntou por duas vezes a Pedro: Simao, Filho de Joao, você me ama? E por duas vezes Pedro reafirma seu amor por Jesus. Mas Cristo insiste e pergunta pela terceira vez, o que traz tristeza a Pedro, mas mesmo assim responde: “O Senhor sabe tudo e sabe quye eu o amo” (Jo 21.17).
Porque a tristeza de Pedro? Porque ele sabia que o seu pecado já o fez negar a Cristo por três vezes, e agora o Senhor o faz lembrar disso perguntando três vezes sobre o seu amor por ele. Realmente, como disse Pedro, Jesus sabe de tudo, e naquela hora nao queria novamente palavras apena da boca pra fora, e sim uma confissao que viesse do coraçao, uma declaraçao de amor profunda e verdadeira, de um pecador arrependido de seus pecados.
Entáo jesus, depois disso, diz: Venha comigo!

Amados irmaos e irmas, hoje escutamos como foi a converçao de Paulo e como Pedro reafirmou seu amor a Deus.
- Ambos chamados pela voz de Cristo.
- Um perseguidor e outro seguidor, ambos pecadores.
- Vimos que Paulo assumiu com toda seriedade sua nova vocaçao de um homem “Salvo para Servir”, e Pedro assumiu sua condiçao de pecador “Salvo para amar”.

Hoje ainda há a mesma voz de Jesus que chama. Na Palavra pregada, lida, anunciada, escrita. No batismo, na Santa Ceia! Como é difícil, nos dias atuais, no contexto em que vivemos escutarmos e seguirmos essa voz! Esse Senhor que diz: “Venha comigo”.

Nem tanto, daquela época pra cá nao mudou muito.

Antes haviam perseguiçoes ao cristianismo, como Paulo mesmo foi perseguidor.
Hoje também existe!, desde o pós-modernismo, o liberalismo, etc... veja o exemplo do embate, da briga protagonizada pelos deputados Jean Wilis e Marcos Feliciano.

Antes haviam aqueles que negavam a Cristo, como o próprio Pedro negou.
Hoje quantos continuam negando, de diversas formas, seja publicamente, seja disfarçadamente, como nós mesmos fazemos ao deixar de falar de nossa fé, quando deixamos Cristo de lado com nossa mornidao de fé: (Aqueles que dizem nunca deixar de orar, ler a palavra, mas nunc apraticam, nunca vao a igreja...)

A situaçao de antes nao melhorou nem piorou, apenas continuou e o mesmo pecado da ópoca de Paulo e Pedro continua em nossos coraçoes. Graças a Deus que também Jesus nao mudou e continua chamando, dizendo: Venha comigo!

Venha comigo, você que:
- Está apático em sua fé, - seu crer é mais intelectual do que de coraçao, em espírito e em verdade!
Venha comigo, diz jesus!

A morte e ressurreiçao de Cristo foi para perdoar os nossos pecados. Salvando-nos da morte e do poder do diabo. Por isso, em resposta a esse grande amor, escutemos a voz de Jesus e vmaos com Cristo para a vida Eterna. Amém.

O Diabo é capaz

Como você se sentiria, se numa campanha publicitária aparecesse o desenho um homem barbudo com seu filhinho, cantando: "Maltratar as criancinhas é coisa que não se faz, mesmo sendo Osama Bin Laden , disto nem eu sou capaz"? É lastimável, mas uma campanha tão importante que procura resgatar a qualidade do ensino nas escolas, tira nota baixa em lição fundamental: o respeito aos ensinos cristãos. Em 2003, quando o tema foi a violência infantil, a campanha  já tinha praticado tal agressão religiosa. Agora ela retorna, desmerecendo a crença de grande parcela da sociedade, de crianças que recebem em casa e nas igrejas a educação básica da fé cristã - que o Senhor Jesus Cristo resgatou a humanidade da maldição do Diabo. É falta de sensibilidade ou campanha direta contra a fé cristã? Quando a Bíblia adverte: "Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar" (1 Pedro 5.8), então é preciso reorientar as nossas crianças na frente da televisão: "O Diabo é capaz, sim, de maltratar as criancinhas".
 
Não é de hoje que certas propagandas, programas e entretenimentos na televisão fazem um grande malefício às crianças, jovens e adultos. O caminho não é simplesmente proibir, desligar, fugir do que acontece ao redor, mas conversar com os filhos e família, interagir e adquirir bom senso e sabedoria para enfrentar a situação. Até porque não é só contra os princípios bíblicos que sutilmente surgem os ataques, mas também contra a conduta e práticas cristãs. Os que ainda seguem o Caminho, a Verdade e a Vida (Jesus), precisam se dar conta que "a melhor herança" é aquela descrita na carta bíblica: "Assim esperamos possuir as ricas bênçãos que Deus guarda para o seu povo" (1 Pedro 1.4). Vale, portanto, a recomendação: "Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo" (Efésios 6.11).
 
  Marcos Schmidt
pastor luterano

sexta-feira, 19 de abril de 2013

4o Domingo de Páscoa - Sermão - Tema: Até o fim com Bom Pastor que Salva!

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos nós. Amém.


Introdução:

Existe algum motivo que faria com que você abandonasse a sua fé? O que desmotivaria você a continuar firme? Você pensa ser capaz de ainda permanecer firme em Cristo, mesmo sem a comunhão dos Santos? Sem a Igreja? Essas muitas perguntas com respeito a permanência na fé é o que iremos tratar hoje.
Visitei, nesta semana, duas famílias luteranas, afastadas a um bom tempo, que tomaram a decisão de deixar nossa igreja. Tenho em minhas mãos 12 fichas que foram retiradas do rol de membros. Porque tal decisão? Esta deve estar sendo a sua pergunta e também foi a minha, a qual recebi a seguinte resposta: “Nao queremos mais participar. A situação está tão difícil, financeiramente não estamos bem, vivemos de aluguel, acabamos de perder a compra de uma casa por R$20.000 por não conseguir juntar essa quantia. Não saímos mais para lugar nenhum com o fim de economizar. Nem nos amigos e família vamos. Domingo estão todos tão cansados que querem dormir. Até tentei convencer meu marido e filhos, mas não deu, prefiro não brigar. Não queremos mais te enganar pastor, depois o senhor fica esperando e nós não vamos aparecer...”
É muito difícil nós julgarmos, mas provavelmente a fé dos membros desta família, se não for alimentada novamente pela Palavra e sacramento, vai acabar, então não estarão “diante do trono e do cordeiro, vestidos de roupas brancas...”(Ap7.9) louvando a Deus.

1a Parte:

Esta triste realidade é que vivemos. Onde, por diversos motivos, cada vez mais pessoas tem desistido de sua fé. E isso não é de hoje, andei dando uma olhada no Rol de membros de nossa comunidade, quantos e quantos estão marcados ali como “abandono”. Triste, muito triste. E desafiador! Desafiador porque? Vejamos:
É certo que no mundo haverão provações, perseguições , vales “escuros como a morte”(Sl 23.4). O próprio apóstolo Paulo é prova disso. Ele mesmo afirmou em At 20.19 que “fez o seu trabalho como servo do Senhor, com toda humildade e com lágrimas. E isso apesar dos tempos difíceis que tive, por causa dos judeus que se juntavam contra mim.” Quem não se abala diante dos momentos difíceis, quando eles se apresentam? São poucos os que tem uma fé tão firme capaz de dizer como Paulo disse: “Agora eu vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que vai acontecer lá. Sei somente que em todas as cidades o Espírito Santo tem me avisado que prisoes e sofrimentos estão me esperando. Mas eu não dou valor a minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missao e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: Anunciar a boa notícia da graça de Deus.” (At.20.22-24). Que coragem, não é? Não é coragem, é fé! Fé em um Deus confiável. É fé de uma ovelha que “escuta a voz do seu bom pastor e o segue”.
Jesus, no Evangelho de João 10.22-30 fala deste relacionamento de fé e amor entre o ovelha e Bom Pastor: “As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo10.27) As ovelhas simplesmente escutam e conhecem a voz do Bom pastor e por fé o seguem!
Aí está o desafio!

2A Parte:

Desafio porque as ovelhas precisam ouvir a voz do bom pastor para o seguir. O apóstolo Paulo fala dos lobos ferozes que aparecerão e que não terão pena do rebanho (At.20.29) Até mesmo líderes, presbíteros contarão mentiras procurando levar os irmãos para o seu lado(At 20.39) então todo cuidado é pouco! O “fiquem vigiando”(At 20.31) dito por Paulo é muito importante. É um desafio para nós nos mantermos firmes no Senhor até o fim!
Em Apocalipse João escreve que aquela grande multidão diante do trono e do cordeiro louvando, eram “os que atravessaram sãos e salvos a grande perseguição. São as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do cordeiro, e elas ficaram brancas.”(Ap 7.14) Maravilhosa promessa a todos aqueles que vigiarem! “Aquele que está sentado no trono as protegerá com a sua presença”(Ap7.15). Quem é esse? O bom pastor Jesus! E o Bom Pastor Jesus diz: “Eu lhes dou a vida eterna, e por isso elas (ovelhas) nunca morrerão. Ninguem poderá arrancá-las de minha mão. O poder que o Pai me deu é maior do que tudo, e ninguém pode arrancá-las da mão dele. Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.28-30).

Conclusão:

Amados irmãos e irmãs, não dobremos nossas cabeças diante das adversidades, tentações, perseguições do presente tempo. Não desanimemos! Pelo contrário, continuemos a manter nossos olhos erguidos, em direção ao “Cordeiro Pascal que foi sacrificado por nós e carregou sobre si os pecados do mundo... destruiu a morte e ao ressuscitar, ele restaurou para nós a vida sem fim(Culto Luterano, Liturgias p.47). E digamos a todos, principalmente ao que está desanimado, que “o Senhor é o meu pastor: nada me faltará" (Sl 23.1). Amém.

Igor Marcelo Schreiber