sábado, 29 de dezembro de 2012

O que devo vestir para este reveillion?

O que você vai vestir para a vira do ano? Alguma sugestão interessante?
Muitos têm o habito de vestir certa roupa, pois acreditam que sem ela não terão sorte no novo ano.
Você já está sabendo qual é a tendência deste ano? É simplesmente maravilhosa. Podemos dizer que se trata de um “modelo retro”, que fará a gente  “bombar” em mais um ano.  Você me ajuda coloca-lo em evidência?
Vamos lá:
Vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência.
Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros.
E para ressaltar sua beleza:
Tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões. E sejam agradecidos. Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai. (Cl 3. 12-17)
Uah ficou perfeito. Você não acha? Vamos vesti-la para a chegada do novo ano?
Não busque este modelito em seu armário, em seu coração, provavelmente encontrarás só roupa velha e suja. Com muita humildade deixe Jesus Cristo vestir você. Assim estarás bem vestido(a) para todo o ano de 2013, e o melhor, estarás sempre na moda.
Carlos Kracke – Pastor da Paróquia “Bom Pastor” de Blumenau

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Números e o futuro

Conforme matéria neste jornal da última terça-feira, o dia 12/12/12 foi para os numerólogos o fim de um ciclo e renovação. “Para os supersticiosos, a dica é aproveitar o dia para fazer novos planos”, comentou a reportagem. A famosa profecia do fim do mundo para o próximo 21 emerge da mesma fonte: os números. Foi também através de interpretação em números que segmentos religiosos nos últimos séculos marcaram vários fins do mundo. Já para os que sonham com a sorte em jogos de azar, números também pipocam nos pensamentos. Por meio de “vibrações” de números, há aqueles que até mudam o nome para uma influência positiva na vida. E agora com a virada do ano, os algarismos conduzem previsões de coisas boas e ruins num mercado ansioso pelo consumo do que vai acontecer. Números e o futuro, sem dúvida, despertam grande interesse. Como lidar com isto sem que nossa vida, agora e depois, sofra influências negativas?

Sobre o fim do mundo,

Jesus foi específico: “Não cabe a vocês saber a ocasião ou o dia” (Atos 1.7). Quanto a qualquer tentativa de desvendar o amanhã, há uma recomendação para aqueles que se orientam pela Bíblia: “Não deixem que no meio do povo haja adivinhos” (Deuteronômio 18.10). Levítico 19.31 também diz: “Não procurem a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro”. E sobre a real capacidade humana de prognosticar? Não arrisco responder. Mas ouso arriscar em dizer que tentar enxergar o que ainda não aconteceu é seguir por um caminho arriscado. E por um simples fato dito por Jesus: “Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações” (Mateus 6.34). Desvendar o futuro é desconfiar de Deus e sobrecarregar-se de ansiedades. “O Senhor é quem me ajuda e eu não tenho medo (...) Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hebreus 13). É bem mais saudável viver assim, longe dos números. Já bastam aqueles nas contas para pagar.

Marcos Schmidt
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Programa Cinco Minutos com Jesus 2012 - Angélica Carolina Aura Schreiber...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A faca e o queijo

Domingo estaremos com a faca e o queijo na mão, mas como evitar que depois roubem o nosso queijo? Este é um detalhe que ainda precisamos aprender. O julgamento do Mensalão tem mostrado que nem tudo está perdido, e quem sabe, depois de escolhermos o nosso prefeito e vereadores, tenhamos mais audácia para pressioná-los ou denunciá-los. Até porque eles são colocados lá para o bem comum da sociedade e não para serem servidos por ela. “Eu vim para servir”, disse Jesus aos seus discípulos, indicando o caminho para fazerem o mesmo. A política é um discipulado. As pessoas públicas são colocadas nos seus lugares por Deus, e para isto pagamos impostos, escreve Paulo (Romanos 13.6). Assim o voto é divino, e, portanto um compromisso cristão.
 
Mas um compromisso também para cobrar. É assim na vida cristã, somos responsáveis uns pelos outros. “Se o seu irmão pecar vá e mostre o erro dele” (Mateus 18.15), lembra o Salvador. Na administração pública deve acontecer o mesmo. Até porque se um prefeito ou vereador está pecando por negligência, irresponsabilidade, corrupção, falcatruas, sendo infiel à sua vocação, quem é responsável por denunciar estas iniquidades? Somos nós, aqueles que os elegeram. Portanto, chega de falar dos políticos corruptos, falemos aos políticos corruptos. Para isto a sociedade civil deveria conhecer melhor os mecanismos para que o povo não fique refém entre uma e outra eleição.
 
Outra coisa, e se o vereador fosse voluntário, isto é, sem salário como era antigamente? Eu penso que se tivéssemos vereadores voluntários, os eleitos seriam pessoas movidas por legítimo civismo, além de eliminarmos muitos interesseiros. Mas domingo é preciso escolher, e eu já sei em quem não vou votar: naqueles que fazem barulho. Afinal, como pedir ajuda a um vereador com a lei do silêncio se ele mesmo não a respeitou na sua campanha?  Um simples detalhe entre outros para que depois não roubem o nosso queijo.  

Marcos Schmidt

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

São sempre os mesmos!


“São sempre os mesmos!” Esta frase vem sendo feita em diversas áreas de nossa Igreja. Em diversos momentos escutei alguém da Liga de Servas dizer: São sampre as mesmas, pastor! Nos departamentos de Jovens e leigos também é comum escutarmos esta afirmação. E quando falamos em eleição de Diretoria? Seja da Paróquia, comunidade ou de qualquer departamento, sempre a constatação parece a mesma: São sempre os mesmos!

Porque isso acontece? Qual o motivo de sempre termos as mesmas pessoas em cargos de liderança, no apoio, nas ofertas, enfim, sempre os mesmos servindo ao Senhor com Alegria?

Não adianta culpar os inativos, apáticos, mornos, relaxados... seja qual for a nomenclatura que usamos para descrever aos cristãos que não cooperam. A resposta tem muito haver com a vida de Santificação que nós temos como cristãos, não adianta fugir. A responsabilidade está em nós. 

Em 1 Pe 2.9 está escrito assim: Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz”.

Na qualidade de Nação Santa, povo exclusivo de Deus vivemos de maneira coerente com o que somos. E o coerente a nação Santa é ter uma vida santificada. Quanto mais ocupamos nossas vidas com o Senhor, mais ativos nos tornamos, mais santificada fica nossa vida! São sempre os mesmos que cooperam, porque são sempre os mesmos que se fortalecem, são sempre os mesmos que se dão conta de que sua vida é um servirço ao Senhor!

Quando nos damos conta de que fazemos parte de uma raça escolhida, uma nação totalmente dedicada a Deus, naturalmente brota nós o desejo de anunciar os atos poderosos daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Passo a servir, passou a fazer parte daqueles que sempre são chamados de “os mesmos”. 

Constatamos então que a solução para o problema do “são sempre os mesmos” é fazer com que TODOS sejam “os mesmos”. Complicado, não é? Não para Deus. É anunciando os seus atos poderosos a TODOS que o Espírito Santo trará mais pessoas a se unirem a nós: “Os mesmos que Servem ao Senhor sempre”. Amém.

Igor Marcelo Schreiber

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

No pódio da vida

Os Jogos Olímpicos são a expressão máxima deste desejo humano em competir e conquistar. São 204 países que disputam 39 modalidades de 26 esportes. Se pensarmos nos desafios diários pela sobrevivência, nosso peito estaria repleto de medalhas. A própria existência é uma conquista, pois cada um subiu ao pódio após uma corrida que deixou para trás 200 a 500 milhões de espermatozoides. Se chegamos até onde chegamos, é porque vencemos. É claro, muitos não seguem as regras e ganham de forma ilegítima. Mas qual o gosto de receber o prêmio de um dinheiro desonesto? De uma promoção puxando o tapete do colega? De uma prova de vestibular que foi colada? Deve ser chata a vida destes políticos corruptos, empresários desonestos, desta gente que sempre acha um jeitinho para “vencer” na vida. Melhor é disputar com integridade e sentir o prazer da vitória com honradez. Já dizia Salomão que “a honestidade torna mais fácil a vida dos bons, porém os maus causarão a sua própria desgraça” (Provérbios 11.5).
 
O apóstolo Paulo também usou os Jogos Olímpicos para comparar, mas foi com a vida espiritual: Todo atleta que está treinando aguenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre. Por isto corro direto para a linha final. Também sou como um lutador de boxe que não perde nenhum golpe. (1 Coríntios 9.25,26). No entanto, o escritor bíblico lembra que em qualquer situação a vitória sempre depende do esforço de Cristo (Romanos 8.37). Por isto o testemunho dele: “Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus (Filipenses 3.14). Na verdade, tanto no aspecto físico como espiritual, em Cristo “vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17.28).  O que não elimina o preparo, a dedicação, o interesse humano. Bem disse Jesus: Se alguém quer me seguir, então carregue a sua cruz.
 
Marcos Schmidt

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A verdade sempre aparece

Aos 96 anos, João Havelange, ex-presidente da Fifa, junto com seu ex-genro Ricardo Teixeira, foi condenado pela Justiça da Suíça pelas propinas de empresas patrocinadoras. Uma desonra, ele que é uma das figuras mais ilustres na história do futebol. Levou tempo, mas a verdade veio à tona. Algo parecido com a vida do criminoso nazista mais procurado do mundo, Laszlo Csatary, 97 anos, acusado pelo extermínio de 15 mil judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Passaram seis décadas, mas na semana passada a polícia encontrou o nazista escondido na Hungria sob a pele de bom velhinho. Evidentemente que não se pode comparar Havelange com Csatary, mas um detalhe comum caracteriza os dois: a anciã Mentira derrotada pela jovem Verdade.
 
Isto é bíblico, que “a mentira tem vida curta, mas a verdade vive para sempre” (Provérbios 12.19). Esta “perna curta” da mentira pode ser um dia ou 50 anos, não importa. Ela continua curta diante da verdade que dura para sempre. Vejam a situação do ex-presidente e senador Collor depois das revelações de sua ex-esposa Rosane, conforme o Fantástico do domingo passado. Aliás, parece que tudo na vida destas pessoas se transforma em “ex".  O que deve ser um alerta para todos os corruptos deste país que hoje exercem posições de destaque e vivem sob o manto da honradez. Um dia serão descobertos pela implacável jovem Verdade e o que lhes restará?
 
Um alerta para todos nós, sobretudo quando as Escrituras dizem: “Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós” (1 João 1.9). O texto segue dizendo que Jesus é o Advogado para aqueles que se arrependem e buscam a ajuda dele. Uma ajuda disponível tanto para um criminoso de guerra como para alguém que chama o outro de idiota (Mateus 5.22).  Por isto, mesmo quando no derradeiro tribunal “tudo o que está em segredo será conhecido e revelado” (Lucas 8.17), percebe-se reiteradamente que também no curso desta vida a verdade sempre aparece.
 
Marcos Schmidt
pastor luterano

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Na frente do espelho

Dias atrás foram divulgados os dados religiosos do IBGE coletados em 10% dos questionários. Os números podem não corresponder à realidade, mas de alguma forma revelam que vivemos num país cada vez mais diversificado nas questões de fé, configurando um cardápio bem variado no mercado religioso – igual a um Buffet de restaurante. A Igreja Católica representava 64,6% dos brasileiros em 2010 – 123 milhões de pessoas. As Igrejas Evangélicas, 22,2%  – 42,3 milhões de pessoas. Fora do cristianismo, o censo indicou que 3,2 % eram de outras religiões, 2% do espiritismo, e 8% sem religião – entre estes, 615 mil ateus declarados.
 
Os números dizem que o Brasil é nominalmente 86,8% cristão. Mas, será que tais algarismos correspondem à realidade? Apesar das diferenças entre as diversas igrejas, ser cristão pressupõe acreditar nos ensinos fundamentais da Bíblia: no Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, na divindade de Jesus, no perdão dos pecados através do sacrifício de Jesus, na ressurreição dos mortos, na vida eterna, no amor a Deus e ao próximo, enfim, naquilo que é a base da fé cristã. Mas, ser cristão é essencialmente viver como tal, já que a fé sem obras é morta, segundo o apóstolo Tiago. E aí começa a ruidosa contradição apontada por não cristãos e ateus. Se somos um país majoritariamente cristão, não deveria existir mais justiça, honestidade, moralidade, amor, misericórdia? Sem dúvida, está faltando conexão, coerência, prática...
 
Se bem que o cristão, em sua essência natural, é igual a qualquer outro religioso ou não religioso: pecador e cheio de defeitos. Mas, pelo fato de ter “o Espírito de Deus que produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade” (Gálatas 5.22,23), então alguma coisa está errada na cristandade brasileira. Quem sabe, antes de olhar pela janela, melhor mesmo é colocar-se na frente do espelho – uma recomendação do próprio Senhor Jesus
 
Marcos Schmidt
pastor luterano

segunda-feira, 11 de junho de 2012

2º Domingo após Pentecostes – 10 de Junho de 2012


Tema:  Lista de Pecados perdoados!

Hoje é dia 10 de Junho. Estamos no 2º Domingo após o Pentecostes. Também comemoramos nesta data o “Dia do Pastor”. Para mim, mais do que comemorar, vejo a necessidade de uma avaliação sobre minha vida, sobre meu ministério. Para isso, resolvi fazer uma lista com todos os meus pecados, como cristão e como pastor: Vejam só o tamanho! (Mostrar uma lista bem grande)
Aqui estão escritos apena os pecados que sei, aqueles que me lembrei. Pecados contra Deus, contra o próximo, por pensamentos, por palavras, por ações, por omissões, ainda muitos outros! Até mesmo aqui estão os pecados que caem na minha conta por ser um pastor e ter a responsabilidade por um rebanho. Quanto terei que prestar contas das ovelhas que pecam e não me preocupo, das que se desvia e eu não vou atraz, etc...
Se a lista que fiz já foi tão grande, imaginem se ela fosse feita por Deus!
Assim disse o Salmista: Se tu tivesse feito uma lista dos nossos pecados, quem escaparia da condenação? (Sl 130.3).
Prezados irmãos, cada um de nós também pode fazer esse exercício para notar que muitos são os nossos erros perante Deus e perante o próximo. Notar também que muita coisa precisa mudar. No entanto, a dificuldade que reside neste mudar é muito grande. Em virtude de nossa natureza após a queda. Nossa natureza pecaminosa não muda por si mesma, não reconheceremos nossos erros por nós mesmos. Pelo contrário, preferimos escapar deles. Temos a necessidade de fugir!
Em Gn 3.8-15 vemos bem claro que, quando confrontados sobre o nosso erro, buscamos escapar de alguma maneira, com alguma desculpa (a mulher que tu me deste por companheira – a cobra me enganou). Essas são as muitas desculpas que nós, seres humanos , criamos para culpar a outros em vez de reconhecer seus próprios pecados e erros. Uma herança maldita vinda de Adão e Eva.
DIA DO PASTOR: Em Gálatas 2.7,8 o apóstolo Paulo fala que Deus deu a responsabilidade de anunciar o Evangelho a judeus e não judeus: “pelo poder de Deus fui feito apóstolo” (8). Em 2 Co 4.13 paulo também afirma: “Eu cri, por isso é que falei”
Neste dia dos pastores não tenho como também não dizer: “EU CREIO, POR ISSO IREI FALAR”
Gostaria de reforçar a promessa que fiz no dia de minha instalação: (Ler da Liturgia Luterana p. 155)...
... por tudo isso não me calarei quando houver o pecado. Mas, ao arrependido, não deixarei de anunciar a Graça e o perdão de Deus!
Que diferença isso fará em nossa vida?
Em Mc 3.28 Jesus diz: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: Os pecados que as pessoas cometem ou as blasfêmias contra Deus poderão ser perdoados.”
Há perdão a resposta a pregação for arrependimento e fé!
Agora, “as blasfêmias contra o Espírito Santo nunca serão perdoadas, porque a culpa deste pecado dura para sempre”(29).
Ou seja Jesus fala que quando não há arrependimento, quando as pessoas não desejam arrepender-se de suas faltas, elas pecam contra o Espírito Santo (que mostra a verdade) e por isso permanecem com a culpa de seus erros! Sem arrependimento não há perdão!
Assim, queremos hoje também reforçar o que foi prometido pela congregação no dia da instalação de seu pastor: (Ler Liturgia Luterana p. 156)
Existe um grande perigo de termos apenas uma fé intelectual. Saber que estamos errados, “que todos pecaram”(Rm 3.23); Saber que Deus nos ”ama tanto” (Jo 3.16), prometeu  e mandou seu filho para ser o salvador (Gn 3.15; Jo 3.17) E ainda sim, sabendo de tudo isso “não vivemos essa fé em nossos corações”, em espírito e em verdade!
Agora se essa mensagem fizer diferença em sua vida, vai ser diferente!
Não sejamos apenas ouvintes intelectuais da Palavra. Que o Evangelho pregado a Lei e o Evangelho pregado não fique apenas nestes bancos. Que essa mensagem  possa fazer a diferença em nossa vida, para sermos seguidores da Verdade. Irmanados numa mesma fé! Pecadores que carecem do perdão, que reconhecem seus pecados e vivem na p´ratica o amor de Cristo que “PERDOA”!
Assim, amados irmãos, por mais grande que seja a nossa lista de pecados, temos a certeza que, pela fé, somos chamados de irmãos e irmãs de Jesus (Mc). Amém.
09.06.2012, Uruguaiana - RS
Rev. Igor Marcelo Schreiber

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ascensão do dólar e de Jesus

A Ascensão de Jesus lembrada nesta quinta-feira tem efeitos parecidos com a ascensão do dólar: alguns gostam, outros acham ruim, e há os indiferentes. Sobre a moeda americana, os economistas explicam as consequências no câmbio que logo sentiremos no bolso. E a subida de Jesus aos céus? Como disse, tem pessoas que nem estão aí. Mas, nesta analogia com as implicações do dinheiro na vida das pessoas, nas devidas diferenças todos dependem da “economia divina”. Bem disse Paulo a um grupo de pessoas na câmara municipal de Atenas, conforme Atos 17: “É Deus quem dá vida a todos, respiração e tudo mais... Nele vivemos, nos movemos e existimos”. O lado tranquilizador é que Deus não oscila, não desvaloriza, não muda. É uma dependência boa. Já quanto ao dólar, tem gente arrancando os cabelos.

Por isto escreve Paulo numa de suas cartas: “Como são maravilhosas as bênçãos que ele prometeu ao seu povo e como é grande o seu poder que age em nós, os que cremos nele. Esse poder que age em nós é a mesma força poderosa que ele usou quando ressuscitou Cristo e fez com que ele se sentasse ao seu lado direito no mundo celestial” (Efésios 1.18-20). Enquanto o dólar – e tudo o que ele é e representa no reino financeiro e político – exerce um poder de domínio e subordinação, a subida de Jesus lembra o poder do amor e do serviço que ele mesmo prestou e recomendou.
 
Infeliz ou felizmente, ninguém vive sem dinheiro. Por isto a resposta de Jesus quando lhe deram uma moeda e lhe perguntaram “é lícito pagar impostos?”: “Deem ao imperador o que é do imperador e a Deus o que é de Deus”. Não tem como fugir desta sujeição aos cifrões. Mas daí, lembramos que temos um Senhor que subiu aos céus e intercede por nós, e que nos ensinou a orar “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Nas oscilações deste mundo, ele também prometeu: “Ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas” (Mateus 6.33).
Marcos Schmidt

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sem o 1º de maio

O Dia do Trabalho deveria ser hoje, 3 de maio. Foi neste dia, 1886, Estados Unidos, que a polícia atirou contra uma multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. A manifestação que reivindicava jornada de trabalho para 8 horas começou no 1º de maio, e por isto a data. Em todo caso, no “calendário” cristão o assunto escapa do aspecto conflitante e entra no campo definido como “para o Senhor”: “Trabalhem com prazer, como se vocês estivessem trabalhando para o Senhor e não para pessoas” (Efésios 6.7). Evidentemente, um desafio por aquilo que está no Gênesis: “Você terá que trabalhar duramente a vida inteira”.  
 
No entanto, trabalho não é maldição. Maldita é a previsão da Organização Internacional do Trabalho para o final de 2012: mais de 202 milhões de pessoas estarão desempregadas em todo o mundo. Maldita é a rebeldia humana que plantou ervas daninhas e dureza na labuta pela sobrevivência, que colheu ganância, opressão, preguiça, desonestidade, injustiças, discórdias. Mas bendito é o fruto da árdua e eficiente obra do Filho de Deus, que por isto sugeriu: “Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que dura para a vida eterna” (João 6.27). 
 
Diante disto, dependendo da relação com o trabalho, haverá felicidade ou infortúnio. Não pelo sucesso material, mas por aquilo que disse Jesus: “Onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Lucas 12.34). Bem lembrou o Sábio: “Nós trabalhamos e nos preocupamos a vida toda e o que é que ganhamos com isso? No entanto, compreendi que mesmo essas coisas vêm de Deus” (Eclesiastes 2.22). “Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão”, alertou Davi, “levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus que dá o sustento aos que ele ama mesmo quando estão dormindo” (Salmo 127.2). Logicamente, promessa que não justifica a irresponsabilidade, mas aponta para a confiança e o equilíbrio. Por fim, nos vícios da corrupção, injustiças e violência, diferente seria se todos vivessem “do seu próprio trabalho” (1 Ts 4.11) – sem o 1º de maio.

Marcos Schmidt
pastor luterano

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lições do naufrágio

O desastre com o Costa Concordia assusta também os que estão em terra firme. A imagem do “Titanic” italiano, rendido nas rochas, com seu colossal tamanho, luxo e tecnologia, choca e aterroriza a todos que têm consciência das incertezas no mar da vida. Por isto as lições desta tragédia. E a primeira que sobressai é a atitude irresponsável e covarde do comandante. Saiu da rota por motivos fúteis, abandonou o navio quando deveria ser o último, e ainda mentiu para a capitania dos portos. Insensatez, desatinos, e falsidade, no entanto, são marcas que caracterizam a sociedade moderna. O mundo está carente de bons navegadores na família, na política, na economia, nos meios de comunicação, nas escolas, nas polícias, e pior, nas religiões. Todas as instituições estão afundando. Deveriam estar “vento em popa”  pela ciência. Mas, quanto mais a humanidade avança na tecnologia, mais regride nos valores éticos e morais.
 
E assim a atitude deselegante das pessoas na hora de abandonar o navio. A frase “mulheres e crianças primeiro” não foi respeitada. Passageiros relatam que muitos desacataram este regulamento na hora de entrar nos botes salva-vidas. Cavalheirismo, respeito e consideração naufragaram faz tempo. Creio que estamos presenciando aquilo que diz o texto sagrado, que as pessoas serão egoístas, desobedientes, sem amor, incapazes de se controlar e atrevidas (2 Timóteo 3.1-4). Percebe-se isto no trânsito, nas filas, ou em qualquer situação que exige renúncia. A teoria evolucionista da seleção natural, dos mais fortes que abatem os mais fracos, pode ser a explicação, mas não justifica. A sociedade precisa urgentemente da fé na criação e recriação divina, que tem outra teoria: “Quem ama é paciente e bondoso... Quem ama não é grosseiro nem egoísta” (1 Coríntios 13.4,5).
 
Mas o mundo tem saída. Igual ao navio que requer uma operação dispendiosa, mas capaz para chegar ao estaleiro e ser refeito. Intervenção que já começou quando a Bíblia afirma: “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor” (Romanos 8.21). Até porque não tem como pular fora... 
 
 
Marcos Schmidt

sábado, 7 de janeiro de 2012

Fundamentados adoramos a Palavra/Jesus como filhos de Deus


 “No começo Deus Criou os céus e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o espírito de Deus se movia por cima da água. Então Deus DISSE: - Que haja luz! E a luz começou a existir.” (Gn 1.1-3)

Toda vez que leio esse texto não consigo deixar de concluir: Que VOZ poderosa! Depois de ouvir o relato da criação como poderemos duvidar que a Palavra do Senhor tem poder? Deus DIZ e acontece. Tudo foi feito pela Palavra! No mesmo instante em que ela foi dita!

Como é essa Palavra? Em João 1.1 nos é relatado que: “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus”. Como assim? A Palavra de Deus é alguém?  É sim! Quem? “A Palavra era a fonte de vida, e essa vida trouxe a LUZ para todas as pessoas. A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la.”(Jo1.4,5)
Ainda não sabemos quem?
“Existiu um homem chamado João que veio para falar desta luz, a luz verdadeira que veio ao mundo e iluminou todas as pessoas.”
Voz? Palavra? Luz? De quem estou falando?

O Evangelho de Jo 1.14 nos vai ajudar a entender: “A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a REVELAÇAO de sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.” Entendemos então! Foi a VOZ, a PALAVRA, a LUZ, o FILHO ÚNICO DO PAI que veio ao mundo por causa do seu grande amor por nós, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

É esta PALAVRA/JESUS que se manifestou ao mundo. Essa semana nós comemoramos, no dia 06.01, o que conhecemos popularmente como Dia de Reis. No calendário cristão é chamado de Epifania, que significa Manifestação. Os conhecidos Reis Magos ou Sábios do Oriente, era estudiosos que tinham, com toda certeza, estudado o Antigo Testamento e esperavam o cumprimento da promessa. Viajaram de muito longe para visitar o Salvador que havia nascido.  Eles levaram para ele presentes caros. Foi a primeira vez que a Palavra foi pregada/manifestada para o povo não judeu.

A Palavra tem sim poder! E foi capaz de deslocar, de muito longe, pessoas para adorá-lo!

Adoração a Palavra! O Salmo 29 nos fala de adoração de anjos que louvam ao Senhor por sua Glória e Poder, por sua Palavra que è ouvida e temida por toda natureza! Diz o Salmo no v.9: “A voz do Senhor sacode os carvalhos e arranca as folhas das arvores. Enquanto isso, no seu Templo, todos gritam: Glória a Deus!”

Confesso que não pude deixar de pensar, ao ler este salmo, do poder da natureza ao inundar diversos lugares essa semana no sudeste. Mas a Palavra de Deus tem muito mais poder do que a água, os trovões, os ventos que desabrigaram tanta gente. Faz com que enquanto aconteçam grandes tragédias permaneçamos firmes! Diz o Salmista: “Enquanto isso, no seu Templo, todos gritam: Glória a Deus!” Ele, a PALAVRA é “cheia de Poder e Majestade” (Sl 29.4) e “habitou entre nós” (Jo1.14).

Quem garante que Jesus/Palavra tem poder?
O Próprio Pai, no dia do batizado de Jesus afirmou: “Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria.” (Mc 1.11).
Alegria para o Pai, porque seu filho era muito maior do que João Batista, porque seu filho tem Poder para, com seu sangue, nos limpar de todo pecado! Alegria do Pai porque Ele amou o mundo tanto que deu seu filho e agora quem crer nesse filho nele não morrerá mais! Recebe uma nova vida!

Em Rm 6.1-11 o apóstolo Paulo orienta aqueles que vivem essa nova vida em Cristo. Ele pergunta: Será que devemos viver no pecado para que a graça de Deus aumente mais?  Não! Morremos para o pecado, por isso não continuemos a viver nele.

Muitas vezes nos esquecemos disso, esquecemos que o verbo se fez carne e habitou entre nós para que fossemos unidos com Cristo também em sua morte. Esquecemos que no batismo a nossa velha natureza pecadora foi morta com Cristo na cruz, a fim de que o nosso eu pecador fosse morto para não sermos mais escravos do pecado... e continuamos dando trela aos, como chamamos “pecadinhos”.
Irmaos, assim como a PALAVRA/Cristo foi ressuscitado e vive, passemos também nós a viver uma nova vida! Se morremos com Cristo, cremos que viveremos com ele.

O que è viver com Cristo? É se considerar mortos para o pecado; mas, por estar unidos com Cristo Jesus, se considerar vivos para Deus.

Isso nos leva a “procurar não deixar que o pecado domine o nosso corpo mortal” (Rm 6.12) Nem que “entreguemos alguma parte de nosso corpo ao pecado... pelo contrário, como pessoas que foram trazidas (pela Poderosa Palavra) da morte para a vida, (das trevas para a luz), nos entregar completamente a Deus, para que ele use-nos a fim de fazermos o que é direito” (Rm 6.13).

O pecado não mais nos dominará porque agora estamos dominados pela graça de Deus (Rm 6.14). Porque a poderosa voz do Senhor alcançou-nos com seu amor. Porque fomos fundamentados no amor de um Deus todo poderoso, capaz de criar céus e terra com sua Palavra. Porque estamos fundamentados naquele que dá muito prazer ao Pai, pois cumpriu a promessa de salvação. Porque estamos firmes na rocha poderosa e amigo fiel Jesus!

Assim, com esses fundamentos, queremos servir e adorar ao nosso Deus manifestando a Palavra poderosa/Jesus para todas as nações. Amém.
Rev. Igor Marcelo Schreiber
Uruguaiana, 06.01.12

domingo, 1 de janeiro de 2012

Natal é ...

Natal é Vida!

Natal é Deus presente em mim,

É Deus presente em você.

Deus ao criar Adão soprou nele o fôlego da vida e ele passou a ser uma alma vivente.

É a partir desse momento que Deus passou a estar presente no ser humano. Por que o ser humano era santo justo e perfeito, a semelhança de Deus.

Na semana passada lembre-me dos programas de Natal que nós elaborávamos a cada ano, igualmente dos que a Igreja, IELB. Colocavam a disposição.

Todos os programas sempre eram voltados à aparecer. Se não fossem as crianças era o teatro em si.

Mais ou menos o que estão fazendo hoje na mídia com a música gospel. Explora-se a qualidade dos artistas para angariar aplausos e dinheiro, não a mensagem em si, evangelho de Cristo, o amor!

O ser humano desde sua queda usou e usa esse recurso. Transferindo para outrem tanto a qualidade como responsabilidade.

No caso do erro, da falha transfere-se a culpa para alguém outro! Ele mesmo não assume! Lembrem a história de Eva e Adão! Diante de Deus a serpente passa a ser culpada, a mulher e finalmente Deus, quando Adão afirma “a mulher que me deste me deu e eu comi”. Assim aconteceu e continua!

Na idade média a Igreja Cristã promoveu a inquisição, na tentativa de impor as suas leis e justificar seus atos na qual em nome de Deus foram mortos num período de 1200 anos + de 9 milhões de pessoas que não se adequavam aos ditames da lei. Tudo em nome de Deus, tentando cumprir leis e as tradições, sendo que o amor que representa Cristo ficou e ainda hoje fica em segundo, senão em último plano.

Em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras Jesus matou alguém que discordasse dele, tampouco ensinou que seus seguidores fizessem isso. Nenhum dos apóstolos deu essa instrução à igreja mais tarde no Novo Testamento.

O homem vive em função da lei quando a lei deveria ser em função do Homem! A Lei deve servir de espelho, de guia, orientação como viver o amor de Deus, como praticar o bem.

O Programa de natal coloca em evidência o amor de Deus ... “ Deus amou”... Amor que o Cristo adulto, homem, viveu, mostrou em suas ações. E sempre em todos os momentos enfatizou ao falar a seus seguidores: “amai-vos uns aos outros”. Jesus não estava falando do amor a uma determinada classe social ou elite, e sim de todos os seres humanos ... independente de cor, raça ou classe social.

Infelizmente, o que vemos no mundo cristão de hoje?

Discutem-se regras, leis, regimentos que beneficiam a nós mesmos. O mesmo acontece no setor político!

A mensagem de Jesus foi clara, simples, que a grande maioria dos não cristãos, por alguns justiceiros chamados de pagãos, AINDA HOJE, aceitam como a máxima que guia, orienta suas vidas, chamando-a de Regra de Ouro. As palavras de Jesus: “Façam aos outros aquilo que quereis que vós façam” – Mt 7.12

E sem dúvida isso só é possível quando o amor é colocado em prática – ao fazer-se o bem! Identificando assim a presença de Deus em sua vida.

Onde o amor acontece, há paz, perdão, solidariedade, bondade, paciência, longanimidade, felicidade eliminando toda a maldade que tomou e toma conta do mundo. Essa demonstração de amor precisa ser recíproca.

A reciprocidade fica clara nas cinco palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”. Está é a maior lei de Deus. Anunciada pelo Pai executada pelo filho e que o Espírito Santo participa conosco em nossa vida diária na santificação.

Se eu o fizer!

Se você o fizer,

Se todos nós o fizermos, com certeza o mundo será melhor!

Haverá vida! Com a presença de Deus em nós!

O Natal, deve estar presente em cada um nós, cada dia!

Deixe Jesus nascer cada dia em seu coração, em suas atitudes!

Amém!