quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pai – objeto de museu

Será que o Dia dos Pais e o Dia das Mães vão acabar? Em São Paulo o prefeito Haddad já trocou nas escolas municipais as datas por “Dia dos Cuidadores”, uma pretensão nacional de nossos pais e mães lá em Brasília. Mas a data pouco importa quando querem eliminar o formato de pai e de mãe. O Estatuto da Diversidade Sexual, assinado pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, já prevê a morte deles: “Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões ‘pai’ e ‘mãe’, que devem ser substituídas por ‘filiação’” (artigo 32). Pelo jeito e por tudo o que as novelas ensinam, a família - pai, mãe e filhos - será objeto de museu.
 
O casamento e as relações no lar sempre tiveram lutas internas. Mas agora os mísseis vêm de fora. Vêm dos meios de comunicação, das drogas, da imoralidade... E pior, das instituições governamentais. O que fazer? Precisamos de um sistema antimísseis. Não é preciso ir à guerra como fazem certos “defensores dos bons costumes”. Se o casamento e a família são obras daquele que disse “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher” (Gênesis 2.24), então nada neste mundo pode explodir as invenções divinas. “Tudo o que Deus criou é bom”, escreve o apóstolo na primeira carta a Timóteo. Mas ele recomenda vigilância: “Nos últimos tempos alguns abandonarão a fé. Eles darão atenção a espíritos enganadores (...) Essas pessoas ensinam que é errado casar” (4.1-5). Paulo então recomenda “exercícios espirituais” (4.7), ou seja, meditação na Palavra de Deus e oração. O que é um baita problema quando a televisão e a internet são os treinadores de nossa mente. Por isto, se a Bíblia diz “Escute o seu pai, pois você lhe deve a vida” (Provérbios 23.22), vem a pergunta: O pai ainda tem algum exemplo ou tempo ao seu filho?
      

Marcos Schmidt
pastor luterano