sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E se você pudesse escolher?

t - Você já escolheu o seu presente de Natal?
£ - Bah! Esse fim de ano está tão corrido. Ainda nem deu tempo pra isso. E eu ainda tenho que comprar o presente pro meu amigo secreto.
t - E se você, ao invés de ganhar qualquer coisa do seu amigo secreto, pudesse escolher o seu próprio presente. O que você escolheria?
£ - Deixa eu pensar... são tantas coisas... um celular novo, um laptop, um par de sapatos, uma calça jeans, uma bicicleta, um carro novo, um mundial...

Esse é um típico diálogo de fim de ano. São tantas coisas pra escolher, mas na hora de ganhar não é bem aquilo que nós esperávamos. Quando ganhamos qualquer coisa, sempre agradecemos, é claro! Mas e se você pudesse escolher?
Na nossa vida espiritual também é assim. Existem tantas coisas que poderíamos escolher. A nossa natureza humana tem uma imensa lista de coisas para corrermos atrás. Esta lista é tão extensa que cada vez mais nos vemos obrigados a correr ainda mais rápido e irmos cada vez mais longe para termos tudo. Para piorar a situação, essa lista não tem fim e não termina nunca. Nela encontramos desde artigos de luxo até necessidades básicas como alimentação e saúde.
Há, no entanto, um presente que nós jamais seríamos capazes de colocar junto nessa nossa lista de presentes. Na verdade, esse presente nem é considerado um presente, pois compromete todo o restante da nossa lista. Esse presente vem de um "amigo secreto" que soube exatamente aquilo de que nós realmente necessitávamos e ainda necessitamos. Ele não gastou apenas alguns reais, mas gastou tudo o que tinha de mais valioso para a nossa salvação. Jesus menino - o presente mais caro que a humanidade já recebeu.
Nesse fim de ano, nessa correria toda, vamos correr! Vamos correr como aqueles pastores de ovelhas correram, que abandonaram o seu rebanho e saíram correndo para ver o presente de Deus: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer (Lucas 2.15).
Amém.
Otto Neitzel

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sirene para o Natal

A triste história da adolescente que recebeu vaselina na veia no lugar de soro revela de forma trágica que um simples erro humano pode ser fatal. Um hospital de São Paulo, que tinha a tarefa de socorrer a paciente, seguiu pelo caminho inverso. As embalagens eram idênticas, mas os conteúdos bem diferentes. Já disse o Sábio que “há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte” (Provérbios 14.12). Segundo estatística, a probabilidade de morte decorrente de remédios mal administrados em pacientes hospitalizados é três vezes maior do que as mortes por acidente automobilístico.
 
Falhas humanas desta natureza estão cada vez mais evidentes quando depende-se da tecnologia para quase tudo nesta vida cibernética. A palavra “cibernética” vem do grego e significa “timoneiro”,  aquele que pilota a embarcação. Hoje é um termo usual para expressar a complicada relação homem-máquina. Além da nociva dependência tecnológica, também nos transformamos em robôs ao fazer as coisas automaticamente – sem nos dar conta dos atos e das consequências. Deve ter sido assim com a enfermeira, também vítima da rotina estressante de um despreparado hospital. Ela não percebeu que injetava na veia da menina a própria morte.
 
É Advento, tempo para fugir da automação espiritual e refletir mais atentamente sobre o que é soro e o que é vaselina nesta sociedade que virou um grande e confuso hospital. Por isto a voz de João Batista, sempre destacada no púlpito das igrejas: “Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto” (Mateus 3.2). Arrepender-se literalmente no grego é “mudar de mente”. Naquele tempo bíblico como hoje, as pessoas corriam sem saber para onde iam, e injetavam nas veias da alma uma religiosidade viscosa e mortal. Por isto a ordem: “Preparem o caminho para o Senhor passar” (3.3). Igual a ambulância que pede passagem, esta é estridente sirene para o Natal do Deus que se tornou gente a fim de salvar as gentes desenganadas. Graças a Deus que ainda é tempo para dar passagem...
 
 
Marcos Schmidt
pastor luterano   
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
9 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Polícia pacificadora e o Natal


O comandante-geral da PM do Rio garantiu que a população da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão terá um Natal de paz. É uma promessa das armas para o advento do sossego. Lamentavelmente, não existe outro jeito nesta sociedade de Caim. A tranquilidade social sempre dependerá da polícia. Não existe lugarzinho neste mundo cheio de gente, nos morros ou vales, nas favelas ou bairros de luxo, que não dependa das armas para manter a ordem. O polonês Leonard Kaczmarkiewicz, conhecido como “Alemão, até buscou uma vida sem guerras no Brasil, fugindo dos nazistas na Europa. Comprou terras cariocas, que depois vendeu em lotes para gente que também queria uma vida melhor na cidade maravilhosa. No entanto, a paz neste morro – que leva o apelido do imigrante – agora depende da “polícia pacificadora”. É assim em nosso Estado, cidade, rua. Sem os soldados do bem, os agentes do mal tomam conta.
 
No entanto, a polícia apenas pode garantir um Natal de paz até onde vai o poder de seu exército. Existe outro Natal e outra paz, que segundo Jesus, o mundo não pode dar (João 14.27). Porque existe outra guerra (Efésios 6.12). Por isto o ponto de interrogação: “Olho para os morros e pergunto: De onde virá o meu socorro?”. O salmista já tinha a resposta: “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (Salmo 121.1). Tal certeza existia porque “se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando” (Salmo 127.1).  Uma proteção que foi planejada em mínimos detalhes – conforme registrados no Velho Testamento. Cinco séculos antes de sua execução, a profecia prometeu: “As botas barulhentas dos soldados e todas as suas roupas sujas de sangue serão completamente destruídas pelo fogo. Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será nosso rei. Ele será chamado de Conselheiro Maravilhoso, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9.5,6).
 
Não tenho dúvidas disto, de que a vitória do bem sobre o mal nos morros do Rio de Janeiro neste primeiro Domingo de Advento, simboliza a chegada da definitiva e permanente paz do Deus que um dia nasceu numa favela.
 
 
 
 
Marcos Schmidt
pastor luterano   
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ENEM tô aí!

Já se falou, escreveu e noticiou muito sobre o ENEM. Problemas na impressão, vazamento de questões, etc.
O que me entristece não é o Exame Nacional, mas sim o fato de que cada vez mais o ser humano tem sido reprovado nos testes (exames) do dia-a-dia no que diz respeito a sua ética, a sua honra. Cresce o número de pessoas que em benefício próprio agem levianamente: mentem, dão falso testemunho, ocultam a verdade, e quando confrontadas com o erro, quando flagradas ainda erguem os ombros e dizem: Não tô nem aí!
Faço, desfaço, “ENEM tô aí.” Essa expressão que é o título do presente texto parte de uma tese que afirma que os escândalos referentes ao ENEM, tanto no ano passado como nesse ano, são apenas reflexo de uma sociedade “corrupta” em sua essência, de pessoas que “não estão nem aí” para seus semelhantes, muito menos se importam com sua postura diante de um Deus Criador.
Quero proclamar aqui, que Deus existe sim, as evidências estão em toda parte, começando pela complexidade do macrocosmo indo até a singularidade do microcosmo, percorre o mundo material e evidentemente o próprio espiritual.
Afirmo ainda que Deus não é apenas um ser distante e desligado do cotidiano. Ele é um senhor que se importa. O Senhor “está aí” - atento para com o que acontece ou deixa de acontecer em nossas vidas. Biblicamente podemos afirmar que todos os fatos são provações. Dificuldades, alegrias e encruzilhadas com as quais nos deparamos podem ser observadas como um teste, como um exame. Que caminho optamos? Que porta escolhemos? (Mt 7.13-14) Larga e a porta e fácil é o caminho da condenação, da resposta dada, do dinheiro fácil, da corrupção. É nesses momentos que nossas escolhas são como uma confissão de fé, um testemunho, ou uma negação de fé. Jesus certa vez disse que se alguém lhe negasse publicamente, ele também o negaria no Dia do Juízo (Mt 10.33).
O Senhor nosso Deus é misericordioso. Permite a vivencia de novos dias e estende sobre nós o seu perdão baseado na fé em Jesus para um recomeço, pois nesse mundo, apenas o Senhor Jesus foi totalmente íntegro. Apesar disso, sofreu sobre si a força da reprovação quando foi pregado na cruz, para que com seu sangue fosse escrita a resposta correta, de forma que todos os que crêem em Jesus possam ser aprovados.
É esse amor de Deus, revelado em Jesus, que faz do nosso Deus um Senhor presente, um Deus atento, que “está aí” para nossos problemas e que no tempo certo estabelecerá a sua justiça. Pode confiar!

Pastor Ismar L.Pinz

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A profecia de Silvio Santos

Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar. Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar. Sílvio Santos vem aí... Quem não conhece esta marchinha? No entanto, o apresentador mais popular do Brasil está vivendo na carne a profecia que “do mundo não se leva nada”. Em dezembro ele completa 80 anos, e recebe um presente de grego – ele que é de origem grega. Um dos negócios dele, o Panamericano, está falido. Este banco usou dinheiro que não tinha como garantia de empréstimo, uma fraude de R$ 2,5 bilhões. Nesta semana Silvio Santos anunciou que vai demitir 40 parentes envolvidos no esquema. Até parece Ali Babá e os 40 ladrões. A lenda conta que Ali Babá, um pobre lenhador árabe, encontrou um tesouro numa caverna, que se abre com as palavras "Abre-te Sésamo". Na história real, as palavras mágicas estavam nos baús de presentes de Natal para crianças, vendidas em prestações, que se transformaram no famoso Baú da Felicidade. 
 
Histórias assim ouvimos todos os dias: gente “rica” que é pobre mas vive com aparência de riqueza, fortunas que desaparecem, fraudes, parentes que enganam parentes, empresas familiares que quebram na segunda ou terceira geração, e tantas outras parecidas. São as surpresas dos “baús” deste mundo onde tudo passa. “Nú saí do ventre de minha mãe, e nú voltarei”, queixou-se o sofrido Jó. O rico rei Salomão também sabia que “como entramos neste mundo, assim também saímos, isto é, sem nada” (Eclesiastes 5.15). Por isto, nenhuma surpresa a desventura do Silvio Santos. Bancos e empresas quebram todo o santo dia. Aliás, desconfia-se que outros bancos onde nosso dinheiro está guardado também escondem o jogo num baú repleto de fraudes.
 
Por isto a história do Natal, o baú da felicidade sem surpresas desagradáveis. Natal é o inverso do Panamericano, que se fez de rico mas era pobre. No baú da manjedoura, Jesus Cristo que era rico, se tornou pobre para que nós ficássemos ricos por meio da pobreza dele (2 Coríntios 8.9). Ele, num domingo, entrou em Jerusalém e as pessoas cantavam Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar. Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar. Jesus Cristo vem aí... Melhor mesmo as palavras do evangelista: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Marcos 11.9).
 
 
 
Marcos Schmidt
pastor luterano   
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ricos demais

Um casal idoso do Canadá não conseguiu se adaptar à vida de milionário e resolveu doar 98% dos 19 milhões de reais que ganhou numa loteria. A doação foi feita para organizações de caridade, instituições sociais e também para hospitais onde a esposa fez tratamento contra um câncer. Semana passada o estranho gesto despertou o interesse dos jornais. Numa entrevista, o casal explicou: “Ninguém entende por que demos o dinheiro, mas nós não precisávamos daquela fortuna”.

Alguém pode pensar: “Já estão no final mesmo”. Sim, mas não seria a oportunidade para aproveitar o que resta da vida, conhecer o mundo, usufruir intensamente os prazeres do conforto, da tecnologia, sobretudo neste período quando a velhice gera inúmeras limitações?
 
Histórias assim impressionam. Afinal, vivemos tempos marcados pelos “prazeres da modernidade”. Dias atrás encontrei o seguinte destaque numa revista eletrônica sobre moda de roupa: “Glamour e hedonismo podem ser adquiridos a preços acessíveis”. Chamou-me atenção a palavra hedonismo. É uma filosofia da Grécia antiga que considera o prazer a finalidade da vida. Jesus usou esta palavra na parábola do Semeador, ao dizer que “as sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres (hedonón no grego) desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem” (Lucas 8.14). Os frutos da fé nele, bem sabemos, são o amor ao próximo, um amor maravilhosamente exemplificado em outra parábola, a do bom samaritano (Lucas 10.25-37). 
 
E não é preciso ser milionário para obedecer o que Jesus diz no fim da história bíblica “vá e faça a mesma coisa”. A cada dia, cada hora, no nosso caminho surge alguém “assaltado” por problemas e necessidades. Para ajudá-lo, teremos que sair do conforto de nossa rotina, dos trilhos de nossa comodidade. Mas, como disse este casal bondoso, eles se consideravam felizardos apenas por estarem vivos, e tinham um ao outro. Algo parecido quando Paulo escreveu: “Pois para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. Mas, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil” (Filipenses 1.21,22).  
 
 
Marcos Schmidt
pastor luterano   
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pode ligar

Vivo, Tim, Claro, Oi... qual é a sua operadora? Nunca na história da civilização se investiu tanto em comunicação como nos últimos dez anos. Todos, mesmo os que eram contra, possuem hoje um celular. Poucos são os que ainda não têm uma conta de e-mail? O telefone, como nós o conhecemos, está quase obsoleto por causa de programas como MSN e Skype. Nunca foi tão barato fazer ligações de longa distância.
Em meio a esta veloz evolução da comunicação estamos nós. São tantas as promoções, são tantos minutos, torpedos, bônus, que nem sabemos mais pra quem ligar e/ou o que falar. Dependendo da promoção, custa centavos passar a madrugada inteira pendurado ao celular. Não só isso, mas hoje já é possível falar com alguém lá na China com qualidade de ligação local e ainda ver esta pessoa na tela do nosso computador ou até mesmo do celular.
A porta da igreja de Wittenberg, onde Lutero afixou as 95 teses, era um importante meio de comunicação da sua época. Mas se a prensa de Gutenberg ainda não tivesse sido inventada então, a Reforma Luterana certamente não teria o impacto que teve. Graças a Deus e graças à prensa, milhares de panfletos com textos de Lutero e desenhos de Cranach puderam ser distribuídos durante a Reforma.
Existe uma música da Escola Dominical que diz assim: “O telefone do céu é a oração/ O telefone do céu é joelho no chão...”. Com tantas oportunidades modernas de comunicação que nós temos hoje, nada supera a oração. Não precisamos de uma operadora, pois oramos em nome de Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote, que pagou com seu próprio sangue a nossa conta para que nós tivéssemos agora acesso ilimitado ao Pai. Foi ele mesmo quem uma vez disse aos seus discípulos: Se crerem, receberão tudo o que pedirem em oração (Mateus 22.21).
Na era da comunicação, ainda podemos nos retirar, fechar a porta do nosso quarto, nos ajoelhar e falar diretamente com nosso Deus tudo aquilo que está em nosso coração. Pode ligar, ou melhor, pode orar!
Otto  Neitzel

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dilma ou Serra? Independente do resultado neste domingo, as Escrituras afirmam que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus” (Romanos 13.1). Isto é questão de fé, logicamente. Uma confiança que afirma que em Deus “vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17.28); uma certeza que sustenta a insignificante contabilidade divina dos fios de cabelos da cabeça, que não caem sem a permissão do Criador (Lucas 21.18).
Desde aquele dia quando Deus criou os céus e a terra (Gênesis 1.1), há outro fio, invisível, de “ouro”, que segue pelos tempos e atravessa a história humana, e que, mesmo sem a maioria perceber, rege o mundo, governos e pessoas. E se o Rei dos reis foi o “santinho” em destaque nesta corrida presidencial, mesmo depois descartado junto aos restos de campanha, ainda continuará mexendo os pauzinhos. Aliás, isto a gente sempre faz – só lembra de Deus na hora que precisa e depois...
Em todo o caso, governos, por melhores ou piores, deste ou daquele partido, são a mão de Deus, necessários para a ordem e sobrevivência. Pais, mães, patrões, chefes, professores, policiais, enfim, por melhores ou piores, qualquer função existe “porque as autoridades estão a serviço de Deus para o bem” das pessoas (Rm 13.4). O que seria deste planetinha azul sem o comando no lar, na empresa, na escola, no país? Especialmente através do poder público Deus protege e sustenta a família, a vida, a propriedade, a honra e a dignidade do povo, preservando a ordem e a disciplina. Não é por menos a recomendação: “Por isso você deve obedecer às autoridades, não somente por causa do castigo de Deus, mas também porque a sua consciência manda que você faça isso (Rm 13.5).
Esta certeza – de que este Deus que amou o mundo de tal maneira e que tem o domínio total nas pequenas e grandes coisas – tranquiliza o coração daqueles que dão a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Uma certeza que também faz agir na oração “pelos reis e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros” (1 Timóteo 2.2).
Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mistura indigesta

A história tem mostrado que misturar religião e política não traz coisa boa. Exemplos não faltam. No próximo 31 de outubro, junto à urna eletrônica, seria oportuno dar um voto de confiança aos conselhos de Lutero. Foi neste dia, em 1517, que ele chamou os seus adversários para um debate público sobre a prática das indulgências – um fraudulento negócio com o perdão de Cristo parecido com a venda do voto. É o início da Reforma Luterana, movimento que traz mudanças globais no cenário político e religioso e a própria separação entre igreja e estado.  
 
Lutero e o povo alemão não tinham o direito de escolher seus governantes – viviam sob o regime imperial. Mas, cumprindo o seu dever pastoral, aconselhou os príncipes a não se intrometerem em assuntos espirituais e os sacerdotes em questões da administração política. Há dois escritos básicos dele, o Magnificat (1521) e Da Autoridade Secular (1523), que expõem com sabedoria uma ética que falta no atual contexto brasileiro. Lembra que é preciso “distinguir cuidadosamente os dois regimes de Deus e deixá-los vigorar – um que torna cristão, o outro que garante a paz civil e combate as obras más”. Ao questionar: “Que são, pois, os sacerdotes e bispos?”, responde: “Seu regime não é de autoridade ou poder, mas de serviço e função”. Já o estado “não pode estender-se ao céu e sobre a alma, mas somente sobre a terra – o convívio dos seres humanos”. Onde existe mistura, o resultado será a ruína do convívio das pessoas, alerta o reformador.
 
Neste princípio, os estatutos de minha instituição religiosa são claros: “Em obediência ao princípio bíblico da separação entre Igreja e Estado, tanto a IELB como as congregações não se envolverão em questões de política partidária”. Por isto o código de ética do pastor em exercício: “Mesmo que deva estar atento aos problemas da sociedade, não quero, enquanto pastor, exercer política partidária”. Isto não sugere omissão e passividade política, mesmo porque, se no pensamento de Lutero “política é o esforço constante e paciente para estabelecer e manter uma ordem social compatível com os valores do cristianismo”, isto só acontece no exercício cristão da cidadania política.
 
Marcos Schmidt
pastor luterano   

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Voto de confiança

O rei Davi tinha um homem de confiança chamado Aitofel. Os conselhos dele eram aceitos como se fossem a própria palavra de Deus (2 Sm 16.23). No entanto, certo dia este homem recomendou Absalão matar Davi, seu pai, e ficar com o reino dele. Tempos depois, após pacificar a nação, Davi desabafa no Salmo 146: “Não ponham a sua confiança em pessoas importantes, nem confiem em seres humanos, pois eles são mortais e não podem ajudar ninguém”.  
 
Em quem confiar? Este é o dilema dos recém eleitos no último domingo. Rodeados de amigos e interesseiros, todo o cuidado é pouco. Deveriam seguir os conselhos de Lutero: “Deves dar ordens e arriscar, mas não deves confiar e fiar-te em outros, a não ser em Deus somente” (Da Autoridade Secular, 1523).  É assim mesmo. Não só na política, mas em qualquer setor onde pessoas dependem de pessoas. Evidentemente, é preciso “confiar”. Mas, a chave deve ser entregue com cópia. Neste mundo de poder, onde a cobiça é grande, sempre haverá traição e decepção. Foi a triste descoberta de Lutero naquele tempo imperial: “A maior inconveniência que existe nas cortes é quando um príncipe subordina sua razão aos grandes senhores e bajuladores, deixando ele próprio de governar”.
 
Mas qual o jeito próprio e correto de governar? Sempre dependerá da mútua confiança, ainda que resulte no caminho mais difícil. Sem esse voto, o meio político será um profícuo covil de Absalões (ou de Tiriricas). Lutero já protestava: “Se, porém, de acordo com seu cargo, dedicassem cuidados a seus súditos, certamente descobririam por si mesmos que muito baile, caçada, torneio e jogos deveriam ser deixados de lado”. A brincadeira com o patrimônio público, escandalosamente, sempre correu solta, só trocando os festeiros. Por isto o recado do reformador da igreja: “O político não deve procurar o seu interesse, mas proteger, ouvir e defender o povo”.
 
Em todo o caso, com tanto político invocando o nome de Deus, que sigam o exemplo daquele a quem Davi dirigiu as palavras desse mesmo Salmo: “O Senhor sempre cumpre as suas promessas”.
 
 
 
Marcos Schmidt
pastor luterano  
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

A festa da democracia

*Márlon Hüther Antunes

         Na reta final nesta semana de eleições, muitos devem estar se perguntando: quem fará nosso país melhor? É a festa da democracia! Pode parecer estranho, mas a dona da festa será responsável: A Democracia (do grego: demos – povo; kratos – autoridade), coloca cada um dos eleitores como co-responsáveis. É o mesmo que dizer que cada cidadão é um político, mas por uma questão de ordem, cede seus “poderes” para um procurador comum.
         Assim, a festa da democracia faz uso da política, que não acontece apenas a cada 2 ou 4 anos. Ela rege nossas vidas diariamente (política, do grego: politeia – cidadania, relativo a polis, cidade), pois onde há necessidade de se tomar qualquer tipo de decisão, ali ela acontece. Isso faz de cada pessoa um político, na convivência em família – relação marido esposa, pais e filhos; no relacionamento com os vizinhos; na relação patrão e empregado; na escola, na rua, no shopping, na igreja. Direitos e deveres bem claros denotam bons políticos, denotam bons representantes, denotam paz social.
         Mas se partimos do senso comum de que todo político é corrupto ou ladrão, isso aponta para uma inversão de valores, afinal de nós decorre o direito de estarem lá, não como manipuladores do sistema, mas servidores. Engatinhamos neste quesito, pois nos faltam compreensão e objetivos. No papel de cidadão que recebeu autoridade, ofício ou delegação de poder, os interesses devem sempre estar voltados às necessidades daqueles que o colocaram como representantes, nunca pessoal, o dever é zelar para o bem comum. Por este motivo, deveríamos levar muito mais a sério este processo, jamais deveríamos ser coagidos, forçados, roubados deste direito. Jesus responsável pelo maior ofício fez uso correto de seus atributos como representante e substituto: “Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente” (Marcos 10.45).
Ter ou votar e eleger quem julgamos melhor nos representar, não nos isenta de nossas responsabilidades como cidadãos, bons exemplos continuam norteando a base da sociedade, daqueles que estão sob o mesmo teto! Ali se formam as bases sólidas para um país melhor! Ali na prática se ensina valores de direito e deveres, se vive a ética, a fé, o amor, o perdão e se luta contra todo tipo de maus desejos que brotam no coração e destroem toda uma sociedade. Ali se respeita a autoridade que deve trabalhar em comum acordo, ama-se os idosos, educa-se e ampara-se os filhos, todos deveriam se dar as mãos (primeiro para orar!).
A festa da democracia é coisa séria, participe, viva e a acompanhe sempre!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A POLÍTICA nossa de cada dia

Fui mais um a pensar que, estando próximo de mais uma eleição, seria conveniente escrever sobre política. Porém reconheço que há nessa decisão uma contradição, afinal, diariamente fazemos política.
Ao ultrapassar um sinal vermelho, estou fazendo uma péssima decisão política. Se ouço música num volume excessivo e perturbo vizinhos, estou elegendo mal a intensidade do som. Se como aluno pertencente a uma turma escolar desrespeito a autoridade do professor ou tenho ações que perturbam outros colegas é porque ainda não aprendi a arte de fazer boas escolhas sociais. Se me beneficio de um programa social sendo alguém com condições materiais, estou tomando uma péssima decisão. Se uso a máquina administrativa para enaltecer o meu nome, opto por algo egoísta; se critico o governo apenas em critérios destrutivos com interesses partidários, estou errando o alvo, optando pela politicagem e não pela harmonia da vida social (verdadeira política).
O apóstolo Paulo orienta os cristãos: “Vivam de acordo com o evangelho de Cristo” (Filipenses 1.27). “Vivam” é “politeuste” no grego, palavra que aponta para a cidadania responsável. É óbvio que essa cidadania se manifesta no voto, mas, sobretudo, no dia-a-dia!
De nada adianta bradar contra as corrupções dos líderes lá de cima, se aqui embaixo queremos sempre levar vantagem em tudo. Aqui entra um grande dilema, onde não se sabe se os roubinhos ocorridos entre o povo é reflexo da roubalheira dos altos cargos governamentais ou vice-versa. Muitos criticam avidamente aqueles que aceitam suborno, mas prontamente vendem seu voto.
Diante da evidente dificuldade em escolher pessoas diferenciadas e honestas, que cada decisão política venha antecedida e acompanhada por orações, para que Deus em sua infinita sabedoria direcione as coisas em meio a tanta confusão, para sermos como Jesus pediu: “sal e luz do mundo”.
Ser sal e luz não se faz na omissão, apenas damos gosto e iluminamos quando participamos ativamente dos processos, com coragem, honestidade e altruísmo.
Ao orarmos: “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”; lembremos que estamos pedindo pela boa política, estamos orando por emprego, desenvolvimento, boa administração, boa convivência, estamos orando para que todos possam viver coerentemente a “política nossa de cada dia”.
Preciso escolher certo no dia 03 de outubro, mas sem deixar de realizar boas escolhas nos outros dias do ano.
 Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Comunidade Cristo Redentor – Três Vendas – Pelotas, RS.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Valor de uma vida

*Márlon Hüther Antunes

         Nesta época de campanha eleitoral em esfera nacional e estadual, um dos grandes assuntos em pauta é a questão da saúde, direito de todos e dever do Estado, segundo o artigo 196 da Constituição, defendida pelos candidatos como prioridade e necessidade urgente de melhorias. E realmente é preciso! Mas parece que este discurso só é levantado a cada 2 ou 4 anos. O valor da vida e o direito são esquecidos e afogados na burocracia da máquina administrativa. É o caso do adolescente carioca Fabio de Souza Nascimento, que morreu depois de 8 meses de espera por um equipamento médico que custa 520 reais mensais, não foi atendido nem em esfera municipal, estadual ou nacional, porque um atribuiu a responsabilidade ao outro, mesmo com uma ordem judicial para que recebesse o equipamento através do SUS, teve roubado seu sonho de viver.
         Quanto vale uma vida? Neste caso praticamente um salário mínimo. Chocamos-nos quando ouvimos que pessoas morrem por mil reais de dívidas, ou acertos de contas com cifras bem maiores. E diante de um fato deste, pouco se sabe ou se faz, pois quantos “Fabinhos” diariamente morrem por falta de seus direitos atendidos em filas de atendimento? Num país onde 75% da população não tem plano de saúde – outro absurdo, pois paga-se duas vezes por um serviço que nem sempre garante qualidade -  em Alagoas este número é ainda maior, como fazer valer estes direitos? Omitindo-se? Levando o caso para justiça e acumulando mais prejuízos deficitando ainda outro sistema lento?
         Como garantir um bom um sistema de saúde que de fato priorize o valor da vida, sem atacar mais uma vez o bolso do contribuinte? Estará em quem escolhermos para dar valor as nossas vidas, em quem elegermos como nossos representantes.
         Enquanto muitos fazem da máquina pública um trampolim para vantagens próprias, longe da realidade geral, se esquecendo dos direitos de quem representam, temos o exemplo daquele que intercede por nós, sabe quanto custa uma vida, viveu como uma pessoa comum, não pensou apenas nos seus: “Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente” (Mateus 20.28). Como seria bom se as pessoas fossem vistas, não como meros números, mas conhecidas por seus nomes e necessidades do dia a dia; valorizadas não pelo que tem, mas pelo que são! Os exemplos estão ai, escolha, eleja e confie no seu representante de maneira bem consciente! Comece hoje.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O bom e velho casamento

“Casar faz bem. O casamento hoje dá mais trabalho, mas traz mais satisfação”. Com esta capa, a última Veja de agosto fez uma matéria que aproveitei num retiro de casais, quando sublinhei a última frase: “Não há melhor antídoto para as agruras da vida moderna, enfim, do que o bom e velho casamento – mas que seja bom, acima de tudo”. É sempre assim, a gente precisa perder para dar valor. Está lá no bom e velho Testamento: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade”. Ou, em outra versão: “Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. Alguns usam isto para dizer que a mulher precisa ser submissa ao homem. Se isto é verdade, Deus também precisa ser. Das 20 vezes que “auxiliador” (ézer no hebraico) aparece no Antigo Testamento, 17 se referem a Deus. Idônea, ou “como se fosse a outra metade”, mostra que o Criador coloca alguém ao lado do homem, e vice-versa, para que a submissão no auxílio seja recíproca (Efésios 5.21).
 
É claro, tem a história do pecado. E daí, o machismo e o feminismo. Mas que tem remédio: “Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo. Deste modo não existe diferença (...) entre homens e mulheres” (Gálatas 3.26-28); “No entanto, por estarmos unidos no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. Porque assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher. E tudo vem de Deus" (1 Coríntios 11.11,12).
 
Há 28 anos lido com o aconselhamento matrimonial, e há dezoito, com o próprio matrimônio. Aprendi que as crises e as soluções são todas iguais. E se o casamento conserva a sua força e modernidade no “mundo civilizado”, quando ninguém é mais obrigado a viver de aparência (Veja), então, é a oportunidade para lembrar o velho tripé desta invenção divina: “É por isso que o homem DEIXA o seu pai e a sua mãe para SE UNIR com a sua mulher e os dois SE TORNAM uma só carne” (Gênesis 2.24). Dá trabalho, mas traz satisfação.
 
 
Marcos Schmidt
pastor luterano  
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
16 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

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A sua condição econômica tem melhorado? Você conseguiu aumentar seus bens materiais? Então você tem motivos para se alegrar, não é mesmo? Quem sabe seja prudente ouvirmos o conselho do grande “empresário” Davi que afirma na Bíblia: “ainda que as suas riquezas aumentem, não confie nelas” (Salmo 62.10). Neste período de crescimento econômico é bom pensarmos sobre isso, pois a realidade pode mudar e uma crise pode nos pegar de repente. Mas quando a nossa confiança está depositada no Salvador Jesus Cristo temos a segurança necessária para enfrentar qualquer período de turbulência e desfrutar com sabedoria as maravilhas que ele nos concede diariamente.

Oremos: Amado salvador Jesus, agradeço pelas bênçãos que tens me dado. Ajuda-me para que eu possa confiar sempre em ti e desfrutar das conquistas que me dás diariamente. Por Jesus Cristo. Amém.
(extraída do Mensagem de Esperança, enviado por Hora Luterana (www.horaluterana.org.br)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Operação resgate
*Marlon Hüther Antunes

         Os 33 operários de uma mina de ouro e cobre no Chile, desde o dia 5 de Agosto vivem um drama a quase 700 metros da superfície. Depois de um colapso na mina ficaram impedidos de voltar para casa. Certamente o medo e a insegurança sobre o futuro fizeram parte dos sentimentos de cada um. Porém, não perderam as esperanças, fato é que racionaram comida por dias, até que por fim, um novo horizonte se abriu sob o breu, umidade e calor naquele pequeno refúgio, que veio a ser uma grande fortaleza. “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Isaías 9.2 ). Literalmente uma luz no fim do túnel onde se encontram. Um buraco de poucos centímetros perfurado é de onde, brota a grande esperança de viver e vem todo auxílio e ajuda devida para o momento: alimentação, água, medicamentos, ar fresco, comunicação e palavras de ânimo.
         Sob orientação de cima, os mineiros foram orientados a se organizar, dividir tarefas, delimitar horários de repouso e manter a calma, enquanto não se concretiza o resgate. Há uma semana eles ficaram sabendo que terão que esperar pacientemente e unidos por semanas, meses. Enquanto não chega terão que seguir os conselhos do Profeta Jeremias: “Bom é aguardar a salvação do Senhor” (Lamentações 3.26). Jeremias escrevera à cidade de Jerusalém após outro colapso: a conquista e destruição da cidade pelos Babilônicos em 586 a.C. Embora a situação fosse preocupante, havia expressões de confiança e esperança no futuro nas palavras deste que falava aos seus.
         Resta a estes homens manterem a calma, união, confiar e esperar. Cartas e palavras de ânimo diariamente são enviadas pelos familiares, para que não percam as esperanças. A expectativa é que possam celebrar o natal com amigos e familiares, uma celebração dupla, afinal no natal foi a concretização do plano de Deus para salvar toda a humanidade do maior colapso de todos. O povo de Deus em todo o tempo de espera pelo Messias foi animado, orientado a manter-se unido e confiante pelo resgate que viria de cima, sem poder fazer nada a não ser esperar e confiar, e, finalmente naquele primeiro natal celebrar a vida.
         O Apóstolo Paulo mais tarde lembraria o povo de Éfeso (e a cada um de nós) sobre esta verdade: “A mesma coisa aconteceu também com vocês. Quando ouviram a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para vocês a salvação, vocês creram em Cristo. E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que ele havia prometido” (Efésios 1.14).
         Enquanto aguardamos o resgate final, Deus mantém seu canal de comunicação, ânimo e suprimento todos os dias na maior de todas as operações regaste. Semelhanças ou coincidência parece que assim como os mineiros, precisamos nos animar e confiar; crer e esperar.

*É Teólogo e Pastor da Igreja Luterana em Maceió

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

GPS do céu

Uma pesquisa na Inglaterra confirma o que já sei por mim: os homens dirigem cerca de 440 km a mais por ano que as mulheres porque não pedem informações. A pesquisa foi realizada com mil motoristas, e mostrou que 74% das mulheres param a fim de pedir informações, enquanto que 37% dos homens não. Preciso admitir que sou um desses que não se dobra quando está perdido. A minha mulher fica braba comigo. Só depois de alguns litros de combustível em vão é que obedeço aos insistentes pedidos dela.
 
Por que a gente é assim, tão teimoso? Acho que é por isso que tem mais mulher na igreja do que homem. Igreja é lugar onde a gente estaciona e pede ajuda. Para fazer isto,  é preciso reconhecer que se meteu em lugar desconhecido, e sozinho não vai encontrar o caminho certo. Este foi o problema do rei Davi. Só depois de gastar todo o tanque, confessou: “Ó Senhor, eu já não sou orgulhoso (...) Não vou mais atrás de coisas grandes e extraordinárias, que estão fora do meu alcance” (Salmo 131).  A triste história deste motorista na Bíblia nos serve de lição (2 Samuel 11 e 12). Por isso também as suas palavras no Salmo 32 (8,9): “O Senhor Deus me disse: Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir; eu vou guiá-lo e orientá-lo. Não seja uma pessoa sem juízo como o cavalo ou a mula, que precisam ser guiados com cabresto e rédeas para que obedeçam”.
 
Jesus insistiu muito com os arrogantes fariseus para que estacionassem o carro e pedissem orientação. A palavra “fariseu” vem do hebraico e significa “santo”, alguém separado dos outros. Eles se achavam os tais. Um dia Jesus lhes disse: “Ai de vocês, mestres da Lei! Pois guardam a chave que abre a porta da casa da Sabedoria. E nem vocês mesmos entram, nem deixam os outros entrarem” (Lucas 11.52). Hoje Jesus diria: Vocês têm a chave do carro, mas nem vocês nem os caroneiros chegam ao destino certo.
 
Tomé era homem e cabeça-dura, mesmo assim humilhou-se e perguntou: Como podemos saber o caminho? Jesus respondeu prontamente: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (João 14.6). E ele atendeu a sugestão!
 

Marcos Schmidt
pastor luterano  
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
2 de setembro de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pavio curto
*Márlon Hüther Antunes

A cada dia se corre mais! Exemplo disso são os carros potentes e cada vez mais confortáveis, com seus vidros escuros e fechados, que impressionam qualquer um. Enquanto se voa baixo com o desejo de chegar logo, o grande número de veículos congestiona a paciência de muitos. Especialmente nas capitais o trânsito tem se tornado o grande vilão. A facilidade, conforto e tecnologia que deveriam trazer uma melhor qualidade de vida, tem tornado as pessoas mais apressadas, agitadas, estressadas e com o pavio curto.
Vive-se a geração “Fast food”, não se sabe esperar, não se suporta contrariedade, deseja-se tudo para ontem; o culpado sempre é o outro. Um fato que aponta para esta realidade é o número de crimes violentos e sem motivos que tem aumentado. Casos como os relatados há poucos dias do jovem de 16 anos que esbarrou em uma mulher dentro do ônibus em Nova Iguaçu-RJ e acabou assassinado a mando de um homem dentro do próprio ônibus que tomou a dores da mulher; como o igualmente triste caso do pai, que no dia dos pais retornava com a família para casa, quando foi assassinado por causa de uma pequena batida num outro carro em São Paulo.
Quando Jesus em Mateus 24 sentou-se para instruir seus discípulos, sobre o futuro , falou de dias piores, de fatos que parecem cada vez mais atuais: enganação, guerras, fome, terremotos, ódio, escândalos e por fim a frieza no coração das pessoas.
Estas primeiras dores antes do parto, conforme ditas por Cristo, apontam para uma realidade e sociedade cada vez mais prestes a explodir, beirando a morte, sob pressão. Hoje mais do que nunca, é preciso correr menos e recuperar alguns valores humanos, “afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas?” (Mateus 6.24).
Não perca sua paciência, não deixe seu fardo se acumular e congestionar sua vida. Exerça o que há muito se perdeu: respeito, tolerância, reconhecimento do erro. Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso” (Mateus 11.28). Isso envolve sair da zona de conforto, mas traz ótimos benefícios ao coração, à família, enfim, a todos.
Para não perder a paciência, quem sabe seja necessário sair um pouco mais cedo, sair na frente. Jesus saiu na frente deixando uma receita bem simples e duradoura: “Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” João 16.33. A coragem aqui não é para banalização da violência, resultado de uma pressão psicológica da vida, mas é o ponto de partida, para não se queimar com pavio curto.
É Teólogo e Pastor da Igreja Luterana em Maceió.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A RAPOSA

Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.

Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:

-Lenhador, abra os olhos!

-A raposa vai comer seu filho.

-Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!

Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.

Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.

O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.



Moral da estória:

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar.

Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruidos, quantos mal entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento de outras pessoas.

Por isso, nunca tome decisões precipitadas, nada melhor do que o diálogo, ainda que você encontre a "raposa" com a boca cheia de sangue...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O mundo num clic

*Márlon Hüther Antunes

*É Teólogo e Pastor da Igreja Luterana em Maceió

O acesso a internet está cada vez mais democrático. O clic que há pouco era artigo de luxo, está cada vez mais presente nos lares. Com ele não há distância que impeça a comunicação, contas são pagas, negócios são fechados, pesquisa e informação estão nas mãos. Na mesma velocidade e praticidade que trazem benefícios, trazem prejuízos e problemas movidos pela má fé de muitos. Fato foi a ação de hackers apontados como responsáveis por um apagão que atingiu 15 estados brasileiros no ano passado, trazendo muita dor de cabeça.

O clic põe o mundo na ponta dos dedos de cada vez mais pessoas, como ferramenta de trabalho ou entretenimento precisa ser usada com moderação e cuidado. Pessoas já tiveram suas contas varridas, privacidade roubada, honra e moral destruídas. As redes de relacionamentos expõem a vida sem limites, problemas de pedofilia na rede têm sido deflagradas ultimamente, uma prática crescente, absurda e lucrativa. Sites de vídeos viraram febre para todo tipo divulgação, alguns preocupantes como registrados na última madrugada do dia 26, onde dois adolescentes gaúchos, ele com 16 e ela com 14 anos, convocaram internautas acordados naquele momento para uma apresentação sexual ao vivo. A mãe da jovem no dia seguinte mostrou-se surpresa e apavorada com a atitude da filha, relatou que não foi por falta de orientação e limites.

Limites, como estabelecê-los? Os jovens estão cada vez mais isolados, informados e precoces com todo tipo de informação que conseguem ali, sozinhos na frente do computador. E se há poucos anos a crítica era para a televisão que calava toda a família reunida enfrente a tela, hoje é o computador com programação prevista para muitas 24horas.

Se o clic ganha o mundo em milésimos de segundos, precisamos antes de tudo preparar dedos, olhos e mentes, que com ele viajam e que estão bem próximo a nós. Pode demorar um pouco, mas sem educação senso de responsabilidade e ética um clic pode ser fatal. O clic que leva a uma verdadeira viagem virtual, não deve nos esquecer do fato que somos de carne e osso, precisamos de identidade e objetivos claros “alguém vai dizer: ‘eu posso fazer tudo o que quero’. Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: ‘posso fazer qualquer coisa’. Mas não vou deixar que nada me escravize” (1ª Coríntios 6.12). Os limites do mundo virtual e do clic, poderiam bem representar estas palavras: “eu vim para que tenham vida e vida em abundância” (João 10.10), mas esta é a verdade, bem real e viva de Jesus antes do clic final, depois de salientar do cuidado daquele de vem de mansinho, rouba, mata e destrói, não falava da internet, mas aponta para um fato: vivemos por um clic.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Jornalista Profeta

Penso que o jornalismo investigativo tem cumprido um papel profético.

Giovani Grizotti é o nome do jornalista que tem feito por merecer o título de profeta dos novos tempos, denunciando crimes, corrupções e verdadeiras maldades contra o povo, expondo de maneira tão evidente que deixa rubros até os mais desavergonhados do mundo.

Nos textos bíblicos a principal função dos profetas não era prever o futuro, mas sim chamar as pessoas ao arrependimento. Para atingir seu objetivo, os profetas, em nome de Deus, apontavam com força os erros cometidos. Assim fez Natã ao repreender o rei Davi, igualmente Amós, Jeremias, João Batista e todos demais profetas.

A verdade é que não apenas os vereadores de Triunfo, flagrados passeando em Foz do Iguaçu, precisam arrependimento. Todos nós necessitamos. Ainda que não tenhamos sido filmados, temos que admitir muitos erros em pensamentos, palavras, ações e omissões.

Se ainda não existem câmeras nos seguindo, lembremos que os olhos de Deus acompanham tudo. É hora de cessar a corrupção. É hora de parar com as traições, com aquilo que julgamos que ninguém sabe. É hora de mudar de vida! Antes que nossos erros sejam escancarados diante de todos.

A Escritura nos diz que “tudo o que está oculto será revelado (Lc 8.17)”. Ela também diz que, “se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós”. A Escritura também nos motiva ao afirmar que se pararmos de tapar o sol com a peneira, isso é, “se confessarmos os nossos pecados, Deus é Fiel e nos perdoará (1 Jo 1.8-9)”, nos dando a chance de recomeçar.

Na reportagem do Grizotti, a presença das câmeras fez com que muitos fugissem de medo. Era a evidência que também tinham algo a esconder, a ocultar. Com a força do perdão conquistado por Jesus podemos viver uma nova vida, onde os olhos de Deus não representam uma filmadora que quer acusar e revelar pecados, mas proteger e acompanhar.

Pastor Ismar Lambrecht Pinz

11/08/2010 - Comunidade Cristo Redentor, Três Vendas, Pelotas.

ismarpinz@yahoo.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Comunicação

Um dos maiores desafios da atualidade, apesar de toda modernidade e tecnologia, é a comunicação. Mesmo com todas as ferramentas disponíveis por aí para apresentar um produto, divulgar, convidar, informar..., muita gente ainda perde boas oportunidades porque não foi comunicada.

Para piorar um pouco mais o quadro, a comunicação se torna ainda mais complicada quando aquilo que temos que comunicar é exatamente o que o ouvinte menos quer ouvir: Os que agora são os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos (Lc 13.30). Em um mundo onde o fracassado é aquele que deixa seu companheiro de equipe ultrapassar, ou aquele pai que coloca as necessidades da sua esposa e filhos antes das suas, como é que podemos comunicar aquilo que o próprio Cristo comunicou: os últimos serão os primeiros?

Contar vantagens é uma das coisas mais gostosas de fazer. É tão bom dizer que nos demos bem num negócio, que pechinchamos, ultrapassamos, que estamos na frente. Foi se sentindo dessa forma em relação aos gentios que um judeu perguntou pra Jesus: Senhor, são poucos os que vão ser salvos? (Lc 13.23)

Jesus resume sua resposta com um “Esforçai-vos (façam de tudo) para entrar pela porta estreita”. Em outras palavras: “não é só porque teu avô era Abraão que tu podes contar vantagem!”. Contar vantagem por fazer isso ou aquilo é o que menos importa. Comer e beber com Jesus não era condição de que no fim está tudo garantido. Antes de perguntar quantos serão salvos, preciso perguntar: Como sou salvo?

Para abrir a porta estreita, Jesus se tornou o último em nosso lugar para que nós fossemos os primeiros em seu reino. Ele se esforçou, ele fez de tudo. Esta mensagem, que para o mundo parece estar invertida, é a pura verdade divina que precisa ser e que está sendo comunicada aos quatro cantos do mundo.

Que os pais de hoje não deixem de comunicar a Boa Nova da Salvação em Cristo aos seus filhos e de orar para que o Espírito Santo os faça compreender. Que Deus Espírito Santo nos ilumine com seus dons e desperte bons comunicadores na sua Igreja para levar Cristo para todos.

*Um comunicado especial: Feliz dia dos pais!

Otto Neitzel

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ser Pai ...

Um momento de nós pais refletirmos sobre o nosso papel!

Ser Pai é ser pai sempre!
Pai não só é aquele que:
sente prazer ao gerar um filho
e quer ser amado, mas é o que ama.
Pai é aquele que participa:
- Da gestação de um novo ser,
- Da dor de parto ao este nascer,
- Da alegria de compartilhar a vida.
Pai é aquele que vê o filho crescer.
- Que cuida, embala, troca fraldas,
- que ama, afaga, brinca;
- que junto ensaia os primeiros passos,
- que educa, corrige, orienta
- que mostra o que é certo e errado.
Pai é aquele que acompanha o filho:
- à escola a se matricular,
- a primeira vez, a ela chegar,
- a enfrentar dificuldades.
Por isso pai é pai!
- Não só ao dar vida a um ser;
- Não só ao se alegrar e ter prazer,
- Não só ao se orgulhar por este nascer,
- Mas ao educar com amor,
- Com exemplos e dedicação,
- É ao ser severo quando necessário for.
Ser pai é estar presente.
- Presente em todos os momentos.
- Presente, mesmo ausente.
- Presente atuante.
- Presente, mesmo longe, distante.
- Presente, sempre envolvente.
Pai é aquele que ensina o filho a andar
- No caminho do bem e do amor;
- Isto é, na disciplina do Senhor.
- Pai é aquele que ensina ao filho
- Ao viver a fraternidade, a dignidade e o perdão.
- A ver em Deus, o bem Maior!
Ser pai é ser educador.
Mas isso, ainda não é tudo.
Ser pai é estar presente na vida do adolescente.
Ser pai é acompanhar o adulto,
- É estar presente com conselhos e a experiência
Ser Pai é isso:
- Criar, manter, educar, aconselhar e amar.
- Ser Pai sempre!

Que o bondoso Pai do Céu, abençoe a cada um de nós nessa missão!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A “desvangelização” do secador de cabelo

Agora apareceu outro que está "desbatizando" gente com um secador de cabelo. Com o aparelho, ele retira toda a água lançada na cabeça para fazer o “desbatismo”. A cerimônia foi exibida num programa de televisão nos Estados Unidos, quando Edwin Kagin, responsável pela cerimônia anti-cristã, criticou os pais pelo grave erro de batizar seus filhos sem que eles tenham idade para decidir. Afirmou que alguns casos de educação religiosa deveriam ser punidos por "abuso infantil". Ele percorre os EUA defendendo suas idéias na auto intitulada “guerra civil religiosa americana”.


A “religião” deste cara é parecida com a história do cientista inglês Richard Dawkins, que seguidamente aparece na mídia. Ele declarou: “Meu grande sonho é a destruição completa das religiões”. Ele faz palestras pelo mundo afora nesta obra da “desvangelização”. Outro, que já morreu, é Mohan Chandra Rajneesh, o Osho. Escreveu o livro “Osho, religiosidade é diferente de religião”, onde desmoraliza o cristianismo, dizendo: “Mas porque todos deveriam carregar uma cruz? Você não pode encontrar nada mais para carregar? (...) Há coisas lindas para carregar: você pode carregar um violão. E se gosta de coisas muito pesadas – um velho piano – mas algo lindo, algo digno de um homem inteligente, não uma cruz”.


Sempre acreditei que nós, cristãos, somos testemunhas de Jesus, e não advogados dele. Não precisamos defender Deus e muito menos atacar aqueles que não têm a mesma fé ou são ateus e até ridicularizam a nossa crença. A tarefa que temos sempre será esta, indicada por Jesus: Vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer a tudo o que eu tenho ordenado” (Mateus 28). Por isto, não vai ser um secador de cabelo, ou qualquer outro instrumento humano que conseguirá desfazer “a mensagem da morte de Cristo na cruz – loucura para os que estão se perdendo, mas poder de Deus para os que estão sendo salvos” (1 Coríntios 1.18).

Marcos Schmidt

pastor luterano

marsch@terra.com.br

fone 8162-1824

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

29 de julho de 2010