sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ser Pai ...

Um momento de nós pais refletirmos sobre o nosso papel!

Ser Pai é ser pai sempre!
Pai não só é aquele que:
sente prazer ao gerar um filho
e quer ser amado, mas é o que ama.
Pai é aquele que participa:
- Da gestação de um novo ser,
- Da dor de parto ao este nascer,
- Da alegria de compartilhar a vida.
Pai é aquele que vê o filho crescer.
- Que cuida, embala, troca fraldas,
- que ama, afaga, brinca;
- que junto ensaia os primeiros passos,
- que educa, corrige, orienta
- que mostra o que é certo e errado.
Pai é aquele que acompanha o filho:
- à escola a se matricular,
- a primeira vez, a ela chegar,
- a enfrentar dificuldades.
Por isso pai é pai!
- Não só ao dar vida a um ser;
- Não só ao se alegrar e ter prazer,
- Não só ao se orgulhar por este nascer,
- Mas ao educar com amor,
- Com exemplos e dedicação,
- É ao ser severo quando necessário for.
Ser pai é estar presente.
- Presente em todos os momentos.
- Presente, mesmo ausente.
- Presente atuante.
- Presente, mesmo longe, distante.
- Presente, sempre envolvente.
Pai é aquele que ensina o filho a andar
- No caminho do bem e do amor;
- Isto é, na disciplina do Senhor.
- Pai é aquele que ensina ao filho
- Ao viver a fraternidade, a dignidade e o perdão.
- A ver em Deus, o bem Maior!
Ser pai é ser educador.
Mas isso, ainda não é tudo.
Ser pai é estar presente na vida do adolescente.
Ser pai é acompanhar o adulto,
- É estar presente com conselhos e a experiência
Ser Pai é isso:
- Criar, manter, educar, aconselhar e amar.
- Ser Pai sempre!

Que o bondoso Pai do Céu, abençoe a cada um de nós nessa missão!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A “desvangelização” do secador de cabelo

Agora apareceu outro que está "desbatizando" gente com um secador de cabelo. Com o aparelho, ele retira toda a água lançada na cabeça para fazer o “desbatismo”. A cerimônia foi exibida num programa de televisão nos Estados Unidos, quando Edwin Kagin, responsável pela cerimônia anti-cristã, criticou os pais pelo grave erro de batizar seus filhos sem que eles tenham idade para decidir. Afirmou que alguns casos de educação religiosa deveriam ser punidos por "abuso infantil". Ele percorre os EUA defendendo suas idéias na auto intitulada “guerra civil religiosa americana”.


A “religião” deste cara é parecida com a história do cientista inglês Richard Dawkins, que seguidamente aparece na mídia. Ele declarou: “Meu grande sonho é a destruição completa das religiões”. Ele faz palestras pelo mundo afora nesta obra da “desvangelização”. Outro, que já morreu, é Mohan Chandra Rajneesh, o Osho. Escreveu o livro “Osho, religiosidade é diferente de religião”, onde desmoraliza o cristianismo, dizendo: “Mas porque todos deveriam carregar uma cruz? Você não pode encontrar nada mais para carregar? (...) Há coisas lindas para carregar: você pode carregar um violão. E se gosta de coisas muito pesadas – um velho piano – mas algo lindo, algo digno de um homem inteligente, não uma cruz”.


Sempre acreditei que nós, cristãos, somos testemunhas de Jesus, e não advogados dele. Não precisamos defender Deus e muito menos atacar aqueles que não têm a mesma fé ou são ateus e até ridicularizam a nossa crença. A tarefa que temos sempre será esta, indicada por Jesus: Vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer a tudo o que eu tenho ordenado” (Mateus 28). Por isto, não vai ser um secador de cabelo, ou qualquer outro instrumento humano que conseguirá desfazer “a mensagem da morte de Cristo na cruz – loucura para os que estão se perdendo, mas poder de Deus para os que estão sendo salvos” (1 Coríntios 1.18).

Marcos Schmidt

pastor luterano

marsch@terra.com.br

fone 8162-1824

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

29 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sou cristão, mas não vou à Igreja!

Com certeza você já ouviu esta frase, que nos serve de título. As pessoas ainda dizem mais: “Eu oro todos os dias e também leio a Bíblia”. Alguém disse o seguinte: "Se é verdade, que tal pessoa lê a Bíblia, ela já teria achado o que está escrito em Hebreus 10.25: 'Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima'".
“Não deixemos”, tem sentido de “não abandonar”. “Congregar” significa: “reunir, encontrar” e “admoestação” significa: “encorajar, convidar”.

Veja! O conselho que o apóstolo dá, tem um motivo. Esse motivo não é por causa do pastor, não é por causa da igreja, não é por causa do que os outros vão pensar.
O motivo que o apostolo apresenta é que o Dia se aproxima. Se você diz que é cristão e não gosta de ir a igreja, você está mentindo. Estas coisas não se separam. Alguém certa vez perguntou: “Ir sempre à igreja demonstra que sou cristão?” Qual a resposta para tal pergunta? Não e sim! Não, porque o simples fato de ir, não me torna cristão e nem me salva. Sim, porque se eu sou cristão eu quero estar sempre na igreja.
Sem fé é impossível agradar a Deus. É na igreja que fortalecemos nossa fé, através da Palavra e Sacramentos. Sem fé, esse “Dia” será o pior dia da nossa vida. Pois sem fé, nós ouviremos as palavras: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41b. Aos que foram fieis, que sempre tiveram fé e prazer de estar reunido em nome do Deus Triuno em sua casa, vão ouvir: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Mt 25.34b . Isso é o que vai acontecer no ”Dia” que se aproxima.
Tenhamos alegria e prazer em congregar em nossa igreja. Temos uma igreja que ensina a correta Palavra de Deus, e nos ensina como nos preparar para o “Dia” que se aproxima.
Que o Deus de amor e graça abençoe todos . Aproveitem as oportunidades para servir a Deus e ao próximo também.
Um forte abraço à todos!

Pastor Reginaldo Veloso Jacob

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jesus - A ponte da Vida

Dois irmãos, que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado.

O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca da palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramenta de carpinteiro na mão.

- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois a use para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.

Quando fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez da cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do rio. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo de que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam aí.

Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.

O carpinteiro que fez o trabalho ia partindo com sua caixa de ferramentas, quando um dos irmãos exclamou:

- Espere, fique conosco!

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho muitas outras pontes a construir...

O filho de um carpinteiro chamado José, disse certa vez: “ Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6

Seu nome é Jesus Cristo.

Autor Desconhecido

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Como orar

Um rapazinho guardava o seu rebanho, na manhã de um domingo. Os sinos repicavam, chamando os fiéis a igreja, e o povo passava, dirigindo-se para lá. Então, o menino começava a pensar que ele também gostaria de orar a Deus; mas o que poderia dizer-lhe, se nunca aprendera nenhuma oração?

Não obstante, ajoelhou-se e começou a falar as letras do alfabeto; a, b, c, d, e assim por diante, até z.

Sucedeu passar por ali um senhor que, ouvindo a voz da criança, espiou através do arvoredo e viu o menino ajoelhado, com as mãos unidas e os olhos fechados, a dizer o abc.

- Que estás fazendo, pequeno? – Perguntou bondosamente o senhor.

O rapazinho olhou para cima e respondeu:

- Estou orando.

- Mas por que estavas dizendo as letras do alfabeto?

- Porque não sei nenhuma oração, mas sinto que preciso de Deus para cuidar de mim e auxiliar-me a guardar o rebanho; então pensei que, se eu dissesse as letras do alfabeto, ele as colocaria em ordem e soletraria as palavras que correspondem às minhas necessidades.

- Deus te abençoe,menino. Ele fará isso!


Romanos 8:26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Deu no que deu


Esperar o quê de alguém abandonado por uma mãe drogada e por um pai fichado na polícia 7 vezes? Criado pela avó, não teve uma família que toda criança precisa. Há exceções, mas são milagres. Em todo o caso, o infortúnio deste goleiro está na mídia porque é a vida de gente famosa. Mas uma história comum – fruto dessa sociedade que não sabe mais onde enfiar tanta gente nos presídios, que se prende a si mesma em segurança atrás de muros, e que sofre a violência no próprio lar.

Foi o ministro Gilmar Mendes que declarou num encontro sobre drogas: “Só a Justiça não conseguirá vencer a guerra. Cada família, cada cidadão – somos todos responsáveis”. Agora então a solução para salvar a sociedade está na família? E a solução para salvar a família? O psicanalista francês Charles Melman já alertou: “A instituição familiar está desaparecendo e as conseqüências são imprevisíveis”. Isto todos percebem. O que se desconhece é a causa da falência do lar, e que alguns sugerem a ausência paterna. Segundo Melman, devido o declínio do referencial masculino na família, os jovens têm dificuldades para estabelecer um ideal de vida. Um assunto abordado também pelo psicanalista brasileiro Rubens de Aguiar Maciel, ao afirmar que há descaso e desconhecimento científico sobre o tema “paternidade”. Sustenta que o pai é figura fundamental na estruturação da personalidade da criança, do lado emocional dela. Conclui que a falta do pai sempre é prejudicial, pela função que tem de estabelecer limites à criança, passar a noção de ela não é o centro do Universo. Na ausência do modelo paternal, afirma que isto “pode trazer uma série de fantasias e consequências, mais ou menos sérias, dependendo do convívio da criança com outras figuras masculinas”.

É por isto que, dos Dez Mandamentos, o único que contém uma promessa é este que trata da família pai, mãe, filhos: “Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe (...) Faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra” (Efésios 6.1,3). Bruno, tragicamente, não teve pai nem mãe para obedecer e se dar bem na vida. Deu no que deu.

Marcos Schmidt

pastor luterano

marsch@terra.com.br

fone 8162-1824

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

15 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

O MAIS NECESSÁRIO DE TUDO

Certo homem procurou o médico a fim de fazer uma consulta. Quando chegou sua vez de ser atendido, disse:Doutor, eu vivo inquieto e sofro de uma melancolia que torna a minha vida insuportável. Vim aqui para que o senhor me receite um medicamento, a fim de que eu possa gozar um pouco de paz e alegria”. O médico sorriu para ele, e disse:Meu amigo, a medicina tem conseguido coisas extraordinárias nos últimos anos, mas até hoje não conseguiu descobrir ainda um medicamento que consiga dar ao homem paz e alegria”.

Depois, compadecendo-se do homem, disse: “Disseram que chegou um circo aqui na nossa cidade esta semana, e que eles trouxeram junto um palhaço muito engraçado, que faz todo mundo rir. Pois vá lá ao circo, porque, quem sabe, se isso não lhe poderá ajudar!” Com lágrimas nos olhos e com a voz entrecortada, o homem respondeu: “Mas, doutor, aquele palhaço que o senhor acaba de falar sou eu!”.

O médico, ao ouvir estas palavras, recuou espantado, dizendo: “O que? O senhor é aquele palhaço que faz todo mundo rir e vem se queixar comigo que não tem alegria? Não posso acreditar numa coisa dessas?”.

Vivemos num mundo cheio de ansiedade e preocupação. O homem se preocupa com muitas coisas, como: comida, bebida, roupa, trabalho, casa e segurança.

Sim, os homens se preocupam com tantas coisas, mas se esquecem muitas vezes de se preocupar com o que é o mais importante: o bem estar espiritual, ou seja: a salvação de sua alma.

A Bíblia nos fala de uma pessoa que, em determinadas circunstâncias, também agia assim, que se preocupava apenas com as coisas materiais, deixando de lado as coisas espirituais. É a Marta, irmã de Maria e de Lázaro.

Relata-nos o evangelista Lucas que Jesus entrou certa vez num povoado chamado Betânia e lá se hospedou na casa de Maria e Marta.

Quando Jesus chegou na casa, uma das irmãs logo se assentou aos pés de Jesus para ouvir os seus ensinamentos e fortalecer a sua fé. Ela sabia que naquela hora era mais importante ouvir as palavras de Deus do que se preocupar com outras coisas, com o seu trabalho, por exemplo.

Marta, no entanto, estava mais preocupada com o serviço da casa. Ela estava mais preocupada em arrumar a casa e colocar tudo em ordem do que ouvir o que Jesus tinha a dizer.

Por isso ela deixa Jesus na sala e começa a se agitar de um lado para o outro, arrumando uma coisa aqui e outra ali. Varre a casa, passa um pano no chão, lava as vasilhas, coloca feijão no fogo... É serviço que não acaba mais.

Quando ela vê que não consegue dar conta do serviço, ela se estoura com a sua irmã, que está à toa, deixando-a fazer tudo sozinha. Chega até a se implicar com Jesus, dizendo: “Senhor, não te importas de que a minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me!”.

Jesus então se levanta indignado e repreende a Marta, dizendo: “Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa. Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada” (Lucas 10.38-42).

Quantas pessoas não procedem como a Marta! Andam de um lado para o outro, preocupadas com os seus muitos afazeres e não conseguem tempo para Deus. Estão tão ocupadas com o seu serviço que não sobra tempo para as coisas espirituais. Chega à hora do culto, tem que ficar em casa, pois ainda não conseguiram terminar o serviço. Querem ler a Bíblia, mas não tem tempo. Uma coisa aqui, outra ali. O tempo vai passando. E assim vão levando a vida.

Não havia nada de mal Marta trabalhar. Varrer a casa, lavar os pratos, colocar comida no fogo..., são coisas necessárias, que devem ser feitas. O que estava errado é que Marta estava fazendo isso numa hora errada. Ela estava fazendo isso numa hora em que ela devia estar assentada aos pés de Jesus, ouvindo os seus ensinamentos.

Lavar vasilha, limpar a casa e fazer comida, ela podia fazer isso em uma outra hora; mas ouvir os ensinamentos de Jesus nem sempre havia oportunidade. Aí é que estava o seu erro. Foi por isso que Jesus a repreendeu: ela estava trocando coisas importantes por coisas menos importantes, coisas necessárias por coisas desnecessárias.

Esse é também o erro de muitos. Não há nada de errado trabalhar, procurar meios para ganhar a vida. O que está errado é fazer isso na hora errada, na hora em que devia estar ouvindo a Palavra de Deus.

Domingo, por exemplo, é dia de culto, dia de ouvir a Palavra de Deus. Quantas pessoas nesse dia estão ocupadas com os seus próprios negócios e não encontram tempo para Deus. Outros não lêem a Bíblia em casa porque lhes falta tempo, pois estão ocupados com outras coisas.

Há pessoas que nem tão atarefadas estão, mas trocam as coisas de Deus por coisas sem importância e, algumas vezes, até pecaminosas. Uns, na hora do culto, estão assistindo jogo, outros estão olhando televisão e outros ainda estão correndo atrás de diversões mundanas.

Há também aqueles que deixam de ler a Bíblia porque não conseguem ficar quietos em casa: tem que ir ao bar para tomar uma pinga. Outros ainda trocam a leitura da Bíblia por uma novela, por um jogo de futebol ou por uma outra diversão qualquer.

Essas pessoas não sabem o que estão perdendo. Elas vão ser, um dia, duramente repreendidas por Jesus.

Além disso, a palavra de Deus é importante para a nossa vida. Ela, além de alimentar a nossa fé, serve ainda para desfazer muitas dúvidas que carregamos no coração.

Tomé era um dos discípulos de Jesus, fazia parte dos doze apóstolos. Tomé era um daqueles que achava não ser necessário se reunir com os demais, e às vezes faltava às reuniões da igreja.

Na Páscoa, dia da ressurreição de Jesus, os discípulos se reuniram para se fortalecerem mutuamente. Os seus corações estavam cheios de dúvidas: não conseguiam acreditar no que tinha acontecido. E, quando estavam reunidos, Jesus lhes aparece de uma maneira misteriosa. Os discípulos ficam confortados. Aquela reunião, com a presença de Jesus, desfizera todas as suas dúvidas.

Mas Tomé estava ausente. Logo Tomé que necessitava tanto do consolo da ressurreição, que tinha tantas dúvidas no coração e que precisava estar ali, não estava presente!

Nós não sabemos o que Tomé estava fazendo na hora da reunião. A verdade é que ele não estava onde devia estar e nem estava fazendo o que devia estar fazendo. E Tomé pagou caro pela sua negligência: além de ficar remoendo por mais uma semana as suas dúvidas, teve ainda que arcar com as duras repreensões de Jesus.

Todos nós temos as nossas dúvidas e os nossos momentos de fraqueza. É nos cultos que desfazemos essas dúvidas e fortalecemos a nossa fé. Em cada culto sempre há uma palavra de Deus que fala mais diretamente ao nosso coração. Faltando ao culto estamos nos privando de uma bênção muito grande para a nossa vida.

Por isso, não troquemos por nada a palavra de Deus. Não troquemos coisas importantes por coisas menos importantes e até mesmo desnecessárias.

Por mais atarefados que estivermos, por mais interessante que seja a diversão, se nessa hora tem alguma atividade na igreja, não deixemos de nos fazer presente. Não façamos como Marta fez que, em vez de ouvir a Jesus, se ocupou com outras coisas. Mas façamos como fez Maria, que soube tirar tempo para ouvir as palavras de Jesus.

Quem tira tempo para as coisas de Deus, tem a sua recompensa. Diz Jesus: “Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Conforme Jesus, as coisas terrenas os ladrões podem roubar e a traça e a ferrugem podem corroer. Mas aquilo que fizermos para Deus, através da fé em Cristo, tem valor eterno.

Escolhamos, pois, sempre a boa parte, como fez Maria, ajuntado tesouros nos céus pela fé em Cristo Jesus , que esta não nos será tirada. Que Deus nos conceda isso. Em nome de Jesus.

Lindolfo Pieper

Jaru, RO - Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil