terça-feira, 14 de julho de 2009

7º Domingo após Pentecostes (Trienal A)

No ano de 2009 temos utilizado os textos da trienal B. Mas hoje gostaria de publicar uma mensagem baseada nos textos da trienal A, utilizada no ano passado.

Trienal A: Sl 119.137-144; Zc 9.9-12; Rm 7.15-25a; Mt 11.25-30

Tema: Deus é nossa fortaleza!
Quem foi Zacarias, vocês sabem? Onde viveu, o que fez, etc... quem foi?
Zacarias nasceu na Babilônia e era de uma família sacerdotal. Vivia no mesmo tempo do profeta Ageu e junto com ele se interessava pela renovação espiritual do povo. Trabalhou no incentivo do povo para (felizes) terminarem a reconstrução do templo. Zacarias, movido pelo Espírito de Deus, profetizou muitos aspectos da vinda do Salvador.
No texto de Zc 9.9-12 lido hoje Zacarias profetiza que o Messias seria rei. O Senhor prometeu que o seu povo não seria dominado por um chefe cruel (8). E no texto os habitantes de Jerusalém, o “povo de Sião”, são admoestados a se alegrarem porque o rei prometido está chegando, triunfante, vitorioso sobre os inimigos do povo de Deus, trazendo Justiça. Mas virá humilde, como ser humano, morrendo, obediente a seu pai, apaziguando o tumulto de todas as nações, trazendo o fim das guerras.

Profecia de Zacarias:
“Ele acabará com os carros de guerras de Israel e com a cavalaria de Jerusalém; os arcos e as flechas serão destruídos. Ele fará com que as nações vivam em paz...” (Zc 9.10).
O Messias cumpriria o que Isaias também já tinha profetizado: “Será o Príncipe da paz” (Is 9.6-7).

Que maravilhosa profecia feita por Zacarias!
No entanto podemos ver que material e politicamente não aconteceu tudo isso que profetizou Zacarias. Não há “paz na terra!” Guerras acontecem, violência nem se fala, falta de respeito, corrupção... o caos toma conta. Basta-nos olhar para os noticiários na televisão pra ver isso.
Mas sim, há paz com Deus e paz para aqueles a quem ele quer bem (Lc 2.14).
Como se estabelece essa paz? Como podemos participar dessa paz?
A resposta Zacarias escreve no v. 11a: O Senhor diz: “Moradores de Jerusalém, eu fiz uma aliança com vocês, que foi selada com sangue.”
Sem duvida esse pacto se refere ao pacto que Jesus fez. E nós sempre o lembramos quando celebramos a Santa Ceia: “porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados” (Mt 26.28)
Essa é a mais desejável liberação que podemos ter. Sermos perdoados do pecado, que nos escraviza, e termos paz com Deus pelo sangue de Jesus.

Zacarias sabia disso e falou: “Voltem para sua fortaleza, voltem todos os que ainda tem esperança.” (v.12).

Onde está nossa fortaleza? Qual é a esperança que temos?
Salmo 31.3: “Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; guia-me e orienta-me como prometeste.”
Eis nossa fortaleza: O Senhor! E é para essa fortaleza que nos voltamos, em arrependimento sincero por todos os pecados que cometemos. É nessa fortaleza que colocamos nossa esperança.
Esperança nas promessas! E o salmo de hoje diz que a promessa do Senhor é firme (140), os ensinamentos certos e justos (138, 144) lei verdadeira (142).

Amados irmãos, quantos hoje estão longe da fortaleza que nos dá paz com Deus? Longe de Jesus, sem arrepender-se e receber seu perdão?
O Salmista diz que seu coração queima de raiva daqueles que desprezam a palavra do Senhor (Sl 119.139). Será que o Salmista teria ou tem motivos para queimar de raiva de nós?
Quem sabe hoje não, mas muitas vezes sim, damos motivos para a raiva do Salmista, “desprezamos a pregação e a Palavra de Deus, Não consideramos santa, nem gostamos de ouvir e estudar” (explicação do 3º mandamento). E mais, muitas vezes mesmo sabendo o que é errado, acabamos cometendo os mesmos erros: (Enumerar pecados)
Isso é muito comum entre nós, e muitas vezes não encontramos resposta para essa falta de amor a Palavra de Deus, para os pecados que bem conhecemos, mas mesmo assim cometemos.
Porque acontece isso?
O Apostolo Paulo fala disso no texto de Rm 7.15-25 lido hoje. Paulo sabia que existem duas forças que lutam dentro do cristão: A carne e o Espírito de Deus (Gl 5.17); A lei do pecado (ho nómos tês hamartias) e a lei da minha mente (ho nómos toú noós mou). Uma luta feroz no interior do cristão.

Lei da Carne: É essa debilidade que temos e faz ficarmos propensos ao pecado, sempre está presente e ativa nossos pensamentos, palavras e ações. Mesmo sendo perdoados e vivendo uma vida nova em Cristo essa lei ainda persiste (pecado). “Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é o que eu faço.” (Rm 7.19).
A Lei de Deus: Funciona dentro de nós fazendo-nos ter consciência do pecado (3.20). Ajuda-nos a saber quando erramos. “Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau.” (Rm 7.21).

Essas duas leis estão lutando dentro de cada cristão. Fazendo-nos pecar a cada dia e momento. Essa luta acontece dentro de nós. Quando menos esperamos, outra vez cometemos os mesmos erros e pecados que sabemos que estão errados, fazendo o que não queremos.

Nessa luta interior contra o pecado, não podemos desistir. Aquele ditado que diz: “Se não pode com o inimigo junte-se a ele”, não pode estar dentro de nossa estratégia de luta!
Como então vamos conseguir vencer essa batalha? Somos fracos, cansamos... “Quem nos livrará deste corpo que nos leva para a morte?” (Rm 7.24).
“Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do Senhor jesus Cristo!” (Rm 7.25).

E assim Paulo nos fala como enfrentar o pecado e vencer, recebendo a paz com Deus.

Não desista desta batalha, ainda muitos erros cometeremos, muitas tentações se apresentarão, muitos problemas nos cansarão, mas não estamos a sós.
Na hora do cansaço da batalha nos voltemos para nossa fortaleza em arrependimento e esperança, o Senhor nos convida a isso, ele diz: “Venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11.28). Amém.


Rev. Igor Marcelo Schreiber
Pontes e Lacerda – MT, 26/06/2008.

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